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Primeiras-damas africanas pedem o fim da violência sexual nos conflitos

"Denunciamos a persistência intolerável das violências sexuais nos conflitos e recusamos que as mesmas sejam consideradas consequências inevitáveis das guerras", declararam ao término de uma conferência

As primeiras-damas de vinte países africanos lançaram nesta sexta-feira (6/12), em Paris, um apelo para que se dê um fim à violência sexual nas zonas de conflito e que os autores desses crimes sejam processados e condenados.

"Denunciamos a persistência intolerável das violências sexuais nos conflitos e recusamos que as mesmas sejam consideradas consequências inevitáveis das guerras", declararam ao término de uma conferência organizada em Paris por iniciativa de Valérie Trierweiler, a companheira do presidente francês Hollande, por ocasião da cúpula franco-africana no Palácio do Eliseu.

Em seu apelo, as primeiras-damas se comprometeram em "sensibilizar a opinião pública em relação a esses crimes, a trabalhar a favor de sua prevenção e atuar para que os autores sejam processados e punidos, assim como oferecer maior apoio às vítimas".



No caso de os Estados não se comprometerem, os tribunais penais internacionais "têm um papel a desempenhar para castigar esses crimes", concluíram.