Begin declarou à rádio militar de seu país que sugeriu ao chefe de governo Benjamin Netanyahu a retirada do plano "Begin-Prawer", acrescentando que o primeiro-ministro aceitou sua proposta.
[SAIBAMAIS]Aprovado em janeiro pelo governo e, depois, em uma primeira leitura por parte do Parlamento em junho, o projeto ainda deveria passar por mais duas leituras para se tornar lei.
O "Knesset" (Parlamento) também estava dividido, com alguns deputados de direita considerando que as indenizações financeiras e fundiárias oferecidas aos beduínos em troca de sua desapropriação eram excessivamente generosas. Já a bancada de esquerda considerou o projeto racista e uma usurpação das terras beduínas.
Até Benny Begin, ministro no governo anterior de Netanyahu, reconheceu não ter maioria favorável ao plano dentro da coalizão governista - que vai de centro direita até a extrema direita.
Em um comunicado, o deputado árabe-israelense Mohammad Barakeh comemorou que "a luta contra o ;Prawer; trouxe frutos, mas é preciso continuar vigilante e continuar a luta".
A questão beduína ressurgiu com força durante as violentas manifestações de 30 de novembro em Israel e nos territórios palestinos contra o plano. O projeto previa a demolição de cerca de 40 assentamentos beduínos, a retirada de 30 a 40 mil beduínos (em troca de indenizações) e o confisco de mais de 70 mil hectares.
Cerca de 260 mil beduínos vivem em Israel, a maioria no Neguev. Quase metade mora em vilarejos não reconhecidos pelo Estado e, normalmente, sem infraestrutura moderna e de grande pobreza.