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Washington nega proposta de negociações diretas com Damasco

Desde o início do conflito, em março de 2011, mais de 136.000 pessoas morreram na Síria

Agência France-Presse
postado em 02/02/2014 09:48
Washington - O Departamento de Estado americano desmentiu neste domingo ter proposto conversações diretas à delegação síria na conferência de paz na Suíça, como afirmou o chanceler sírio.

[SAIBAMAIS]O governo dos Estados Unidos propôs aos sírios contato "a nível de colaboradores" sob a mediação conjunta do representante especial Lakhdar Brahimi e da ONU "porque nos esforçamos para acabar com o sofrimento do povo sírio, como fazemos desde o início deste conflito", declarou à AFP a porta-voz Jennifer Psaki.

"Em nenhum momento Washington propôs negociar diretamente com o regime sírio", completou, ao descartar qualquer pedido de desculpas do secretário de Estado John Kerry, que disse "a verdade sobre a brutalidade do regime de (Bashar al) Assad contra seu povo".

O ministro das Relações Exteriores sírio, Walid Muallem, afirmou no sábado que sua delegação se negou a conversar diretamente com os Estados Unidos porque Kerry não pediu desculpas, depois de declarar que Assad não integrará nenhum governo de transição.

"Os americanos nos pediram que negociássemos diretamente com eles em Montreux. Mas nos recusamos enquanto o secretário de Estado John Kerry não se desculpar pelo que disse na conferência", afirmou Muallem, segundo a agência Sana.

Em 22 de janeiro, no início da conferência de paz sobre a Síria em Genebra, Kerry disse que "Bashar al-Assad não integrará o governo de transição. É impossível, inimaginável que este homem, que executou semelhante violência contra seu povo, possa conservar a legitimidade para governar".

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A primeira etapa da conferência sobre a Síria terminou na sexta-feira sem que governo e oposição chegassem a um acordo ou concretizassem as medidas de confiança pedidas pelo mediador Lakhdar Brahimi.

Uma segunda fase de negociações deve começar em 10 de fevereiro. A oposição já confirmou participação, mas Muallem afirmou que espera as diretrizes de Damasco. Desde o início do conflito, em março de 2011, mais de 136.000 pessoas morreram na Síria, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

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