Washington - Cerca de 3.500 páginas de documentos confidenciais do governo de Bill Clinton (1993-2001) e do gabinete de sua mulher, Hillary, foram publicados nesta sexta-feira pelo Arquivo Nacional dos Estados Unidos, despertando o interesse do mundo político.
Os adversários do casal Clinton - em particular os que temem a candidatura de Hillary à presidência em 2016 - deverão revisar cada página na busca de fatos eventualmente comprometedores, ou vergonhosos, sobretudo, aqueles relativos aos escândalos que marcaram esse governo democrata.
Uma organização política contrária aos democratas e a Hillary Clinton, a America Rising PAC, já divulgou em sua conta no Twitter que foi nesta sexta (28/2) à Biblioteca Presidencial Clinton, no Arkansas (sul), para examinar os volumosos arquivos.
Como primeira-dama, Hillary teve um papel político importante no governo de seu marido, principalmente durante um tentativa frustrada de reformar o sistema de saúde.
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[SAIBAMAIS]Entre os temas abordados pelos documentos, além da reforma da saúde, estão a luta contra a rede Al-Qaeda, os conflitos no Haiti nos anos 1990, a lenta resposta às atrocidades em Ruanda e os ataques terroristas que antecederam o 11 de Setembro de 2001.
Por lei, os presidentes americanos podem impedir a publicação de documentos confidenciais de seus governos durante os 12 anos posteriores ao mandato. Podem ser divulgados depois desse período, embora cada material seja examinado e "desclassificado" individualmente por razões de segurança. Mais publicações são esperadas para as próximas semanas.