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Crise na Venezuela: 89 jornalistas foram agredidos, roubados ou detidos

"Esses são fatos repudiáveis, como também o são as atuações de grupos de manifestantes que voltaram sua ira contra profissionais da imprensa, pondo suas vidas em risco", disse o secretário-geral do Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa



O SNTP contabiliza 23 casos de roubos de equipamentos de jornalistas - por manifestantes, civis armados e agentes da ordem -, 22 detenções arbitrárias e 68 casos de agressão. Muitos dos jornalistas sofreram duas, ou até três das situações descritas.

"Os funcionários de segurança do Estado estão para garantir a ordem pública, não para agredir a imprensa e muito menos os cidadãos", disse o repórter-fotográfico Gabriel Osorio, que denunciou ter sido agredido e roubado por membros das tropas do Batalhão de Choque, em 15 de fevereiro.

Os protestos iniciados em fevereiro deixaram 20 mortos, quase 300 feridos e dezenas de denúncias sobre violações dos Direitos Humanos. As manifestações começaram com reivindicações por mais segurança, somadas às queixas pela crise econômica, inflação alta e falta de vários produtos no país.