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Pai do autor de massacre escolar nos EUA diz que filho estava atormentado

Pela primeira vez, o pai de Adam Lanza fala em entrevista sobre um dos piores massacres da história recente dos Estados Unidos



"Trocaria de lugar com (os pais cujos filhos morreram) se isso ajudasse em algo", declarou.

Adam Lanza não mostrava uma tendência à violência, mas com o passar da infância se tornou cada vez mais retraído e antissocial, lembrou o pai. Profissionais consultados através dos anos não detectaram os impulsos violentos de Adam, embora seus sintomas de inadaptação aumentassem com o passar do tempo.

O pai enumerou os sintomas: "Desconforto social, ansiedade, incapacidade para dormir, estresse, falta de concentração, dificuldade para aprender, sua maneira de caminhar, falta de contato visual". "Era possível ver que estavam ocorrendo mudanças", disse.

Desde cedo, seus pais observaram que Adam desenvolvia um fascínio com os assassinatos, mas profissionais consultados não observaram uma relação direta com a propensão à violência. Quando chegou à adolescência, Adam editava entradas da Wikipedia sobre assassinos em série. Em setembro de 2010, rompeu relações com o pai, que não voltou a ter contato com ele.

Em retrospectiva, Peter Lanza diz que isso talvez tenha salvado sua vida. "Sei que Adam teria me matado sem pensar duas vezes se tivesse tido a oportunidade", afirmou.

Lanza declarou à revista que desejaria que seu filho nunca tivesse nascido.

"Não é algo natural que um pai pense assim de seu filho (...) mas é o que eu sinto", acrescentou.