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Desabamento de prédio na Índia deixa seis mortos e três feridos

Área densamente povoada teve outras atingidas com destroços. Buscas a sobreviventes continuam

Um edifício residencial desabou no centro financeiro indiano de Mumbai nesta sexta-feira (14/3), matando seis pessoas e ferindo outras três, no último de uma série de desmoronamentos fatais no país, informaram autoridades.

Dezenas de socorristas vasculharam os escombros em busca de alguma pessoa que ainda estivesse presa sob os destroços deste edifício de sete andares, localizado em uma área densamente povoada da cidade e cercado por outras estruturas, que foram atingidas com destroços. "Ocorreram seis mortes, duas das quais são de mulheres. Três pessoas também ficaram feridas", declarou um funcionário municipal à AFP, pedindo para não ser identificado.

Socorristas, incluindo bombeiros e policiais, trabalharam durante a tarde na região, em um subúrbio de Mumbai. Equipes de resgate utilizando pesados equipamentos de escavação trabalhavam em meio ao concreto e ao aço retorcido para buscar outras vítimas, enquanto os moradores da região observavam o avanço das buscas. "Ainda não sabemos o número exato de pessoas que podem estar presas" nos escombros, disse o funcionário municipal.



No entanto, um funcionário da agência de resposta às emergências da Índia declarou acreditar que o número de mortos e feridos não aumentará significativamente. "A informação indica que duas famílias foram atingidas no desabamento, então esperamos que os números não subam muito a partir de agora", declarou o comandante Alok Avasthy, da Força Nacional de Resposta a Desastres, à AFP.
[SAIBAMAIS]
Avasthy prometeu que os socorristas permanecerão no local até que todas as vítimas potenciais tenham sido retiradas. Inicialmente, a polícia pensou que ninguém estivesse no prédio, já que os inquilinos haviam recebido uma ordem de despejo depois que a construção foi declarada inabitável pelas autoridades municipais, que lançaram um aviso de demolição.

No entanto, na fervilhante Mumbai, onde há muita demanda por habitação, algo que também é extremamente caro, a ordem de demolição foi contestada pelos inquilinos, que permaneceram no local, segundo os moradores da região.