Agência France-Presse
postado em 05/04/2014 15:09
"Mais uma razão para vir aqui tranquilizar nossos aliados sobre nosso compromisso", acrescentou o secretário americano de Defesa, que já havia passado pelo Japão em outubro com uma mensagem parecida. Membro do G7, o Japão apoiou sem reservas a posição ocidental, condenando Moscou no caso ucraniano, embora no último ano Tóquio tenha se aproximado bastante da Rússia, um grande fornecedor de gás ao arquipélago.
Leia mais notícias em Mundo
No poder desde dezembro de 2012, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, se reuniu desde então cinco vezes com o presidente russo, Vladimir Putin. Entre os objetivos da visita estão a tentativa de solucionar um velho conflito territorial (as ilhas Curilas), devido ao qual os dois países ainda não assinaram nenhum acordo desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Além disso, o Japão vive uma situação tensa com a China devido a um conflito territorial e a disputas históricas.
Pequim reivindica um arquipélago desabitado no mar da China oriental, administrado por Tóquio. Desde a nacionalização de três das cinco ilhas pelo Japão, em setembro de 2012, a China envia regularmente navios armados às águas territoriais do arquipélago em litígio, e decretou há alguns meses uma zona de identificação aérea que cobre as ilhas da discórdia.
Em várias ocasiões, Washington lembrou que as ilhas Senkaku (Diaoyu, para a China) estão cobertas pelos acordos de defesa entre Estados Unidos e Japão, sem, no entanto, se pronunciar sobre a quem pertencem. Alguns analistas consideram que o caso da Crimeia e sua anexação de fato pela Rússia pode eventualmente encorajar a China a realizar manobras unilaterais semelhantes, seja com o Japão ou com outros países banhados pelo Mar da China Meridional, com os quais também trava disputas territoriais.
Chuck Hagel deve se reunir neste sábado com Shinzo Abe, e no domingo com seu homólogo Itsunori Onodera e com o chefe da diplomacia japonesa, Fumio Kishida.