Publicidade

Estado de Minas

Manifestantes da Tailândia estão decididos a formar governo próprio

O Tribunal Constitucional da Tailândia destituiu na quarta-feira, por abuso de poder, a primeira-ministra Shinawatra


postado em 08/05/2014 09:25

Bangcoc - Os manifestantes tailandeses anunciaram nesta quinta-feira (8/5) que estão dispostos a formar seu próprio governo, ao considerar que a administração provisória anunciada na véspera é manipulada pela premier destituída Yingluck Shinawatra. "Amanhã tomaremos medidas para formar um novo governo", disse à AFP Akanat Promphan, porta-voz dos manifestantes.

Em protesto, manifestantes anti-governo carregam cartazes contra o deposto primeiro-ministro Yingluck Shinawatra(foto: Damir Sagolj/Reuters)
Em protesto, manifestantes anti-governo carregam cartazes contra o deposto primeiro-ministro Yingluck Shinawatra (foto: Damir Sagolj/Reuters)

O primeiro-ministro interino, Niwattumrong Boonsongpaisan, "não tem qualquer legitimidade", afirmou o porta-voz, destacando que trata-se de alguém do "clã Shinawatra", ligado ao ex-premier Thaksin, irmão mais velho de Yingluck e figura odiada pelos manifestantes.

"Nosso objetivo é encontrar um governo que represente o povo, fiel à ideia de constituir um "Conselho do Povo", disse Promphan. O Tribunal Constitucional da Tailândia destituiu na quarta-feira (7/5), por abuso de poder, a primeira-ministra Shinawatra, e o ministro do Comércio, Niwattumrong Boonsongpaisan, foi nomeado chefe de governo interino.

Leia mais notícias em Mundo

O tribunal decidiu por unanimidade que a primeira-ministra cometeu ilegalidade ao transferir um alto funcionário do governo ao assumir o poder em 2011. O caso envolve Thawil Pliensri, que foi transferido do posto de presidente do Conselho de Segurança Nacional depois que Yingluck chegou ao poder.

Um grupo de senadores considerou que a decisão foi tomada para beneficiar o partido governista, o Puea Thai, e apresentou um recurso ao Tribunal Constitucional. Com o veredicto, vários ministros do gabinete de Yingluck, que apoiaram a transferência de Thawil, também perderam os cargos.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade