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Estado de Minas

Homens matam uma pessoa a tiros e deixam duas feridas em avião no Paquistão

O autor ou autores dos disparos atingiram o avião quando o aparelho estava a 1.500 metros de altitude, segundo o oficial da polícia Najeeb Ur Rehman, convencido de que quase ocorreu uma catástrofe


postado em 25/06/2014 00:16 / atualizado em 25/06/2014 09:09

Peshawar - Uma passageira morreu, e dois membros da tripulação ficaram feridos, quando homens armados não identificados abriram fogo em um avião em Peshawar, no noroeste do Paquistão, procedente da capital saudita, Riad, com mais de 170 pessoas a bordo, informaram a polícia e a empresa PIA. O incidente ocorreu na noite desta terça, quando a aeronave da Pakistan International Airlines (PIA) se aproximava do aeroporto. O avião conseguiu aterrissar sem problemas, de acordo com o o porta-voz da companhia aérea, Mashud Tajwar.

"Os disparos foram feitos do lado de fora do aeroporto. Uma passageira e dois comissários ficaram feridos. A passageira morreu depois no hospital", completou Tajwar. O autor ou autores dos disparos atingiram o avião quando o aparelho estava a 1.500 metros de altitude, segundo o oficial da polícia Najeeb Ur Rehman, convencido de que quase ocorreu uma catástrofe. Um funcionário estava em condição crítica, segundo a polícia.

O atentado não foi reivindicado, mas na semana passada os talibãs advertiram as empresas internacionais e companhias aéreas para consequências caso não suspendessem as atividades no país. Oito tiros de Kalashnikov foram disparados contra o avião no momento em que a aeronava estava a cinco quilômetros do aeroporto, segundo o primeiro relatório balístico. A polícia de Peshawar iniciou uma operação de busca nos arredores do aeroporto, cercado por bairro populares labirínticos.

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Os voos no Aeroporto Internacional Bacha Khan, em Peshawar, foram suspensos temporariamente e retomados algumas horas depois. O ataque ocorreu depois de o Exército paquistanês ter lançado, em 16 de junho, uma ofensiva militar de ampla envergadura no mais perigoso departamento tribal do Waziristão Norte, ao longo da fronteira com o Afeganistão. Essa área abriga talibãs e militantes ligados à rede Al-Qaeda.

Nesta terça, o grupo Ansar-ul-Mujahedin, uma facção do talibã paquistanês, ameaçou cometer mais ataques depois de ter assumido a autoria de um ataque suicida com carro-bomba no Waziristão Norte. Dois soldados e um civil morreram no episódio. "É o começo da nossa ofensiva, e vamos lançar ataques contra os governos e os companheiros tribais locais, se formarem uma força anti-talibã", prometeu o porta-voz do grupo, Abu Baseer, que falou por telefone com a AFP de uma localidade não revelada.

Na terça-feira foi registrado ainda o primeiro atentado suicida rebelde no Waziristão do Norte desde o início da operação destinada a erradicar os refúgios dos combatentes islamitas talibãs e da Al-Qaeda. O atentado deixou três mortos - dois soldados e um civil - e foi reivindicado pela Ansur-ul-Mijahedin, uma facção talibã

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