Agência France-Presse
postado em 27/06/2014 10:50
O governo da oposição síria no exílio dissolveu o conselho superior militar do Exército Sírio Livre (ASL), uma instância da rebelião moderada acusada de corrupção, segundo comunicado difundido nesta sexta-feira.A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (26/6), no mesmo dia em que a Casa Branca anunciou que o presidente Barack Obama pediu ao Congresso que autorize um orçamento de 500 milhões de dólares para "treinar e equipar" a oposição moderada armada que luta contra o regime de Bashar al Assad há três meses.
No terreno, esta oposição está ficando relegada a um segundo plano ante os jihadistas, principalmente os do Estado Islâmico do Iraque e Levante (EIIL), que desde o começo de junho realiza uma ofensiva agressiva no vizinho Iraque, depois de ter se apoderado de boa parte do leste da Síria.
[SAIBAMAIS]"O chefe do governo provisório, Ahmad Tohmé decidiu dissolver o conselho militar superior e levar seus membros ante o comitê de controle financeiro e administrativo do governo para que sejam investigados", segundo comunicado difundido no Facebook do Executivo.
"O chefe do Estado-Maior, general de brigada Abdel Ila al Bashir, também foi destituído", afirma o texto, que pede "às forças revolucionárias efetivas na Síria a formação de um conselho de defesa militar e uma reestruturação total do Estado-Maior antes de um mês".
O ASL está formado por soldados, oficiais e generais desertores aos quais se uniram os civis que pegaram em armas após a brutal repressão do regime em março de 2011 contra um movimento de protestos que pedia reformas.
Mas, pouco a pouco, viram seus ativistas passando para as fileiras dos islamitas radicais e dos jihadistas, muitos deles procedentes do exterior, que estão melhor financiados e armados.