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Manifestantes pró-democracia protestam ante a sede do governo de Hong Kong

Os ativistas se concentram na noite deste sábado para reivindicar maiores liberdades políticas


Os organizadores executaram canções e discursaram sob os aplausos dos manifestantes, que montaram postos de primeiros socorros e pontos de reciclagem e distribuição de água, comida e equipamentos de proteção. Grupos estudantis lideram uma campanha de desobediência civil esta semana. A polícia retirou, neste sábado, 50 manifestantes que ocupavam desde a véspera a sede do governo de Hong Kong, para protestar contra a decisão de Pequim de manter sob controle estrito a eleição dos líderes do território.

Na sexta-feira, mais de duas mil pessoas protestaram, muitas delas estudantes secundaristas e universitários, antes que 150 personas invadiram o complexo governamental de Hong Kong. A ação de sexta-feira encerrou uma semana de protestos, iniciados na segunda-feira, quando 13.000 estudantes se reuniram em um campus no norte da cidade, segundo os organizadores.

Em um comunicado, o governo "lamentou" a invasão do complexo governamental e informou a ocorrência de pessoal de segurança, agentes e manifestantes feridos, sem dar maiores detalhes. As ações deviam ter sido encerradas na sexta-feira, mas o anúncio do Occupy Central dá a entender que a campanha de desobediência civil prosseguirá por algum tempo. Em agosto, a China anunciou que o futuro chefe do executivo local seria eleito por sufrágio universal a partir de 2017, mas entre dois ou três candidatos selecionados por um comitê sob a autoridade de Pequim.

Desde que o Reino Unido devolveu Hong Kong à China, em 1997, o território é regido pelo acordo "um país, dois sistemas", que dá maiores liberdades civis, entre elas a liberdade de expressão e protesto. Em julho, meio milhão de manifestantes foram às ruas de Hong Kong para protestar contra a crescente influência de Pequim nos assuntos da cidade. Para o analista político Sonny Lo, esta última campanha marcou uma virada. "A partir de agora, haverá mais confrontos, talvez violentos, entre a polícia e os cidadãos", afirmou.