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Atentado deixa 28 soldados egípcios mortos no norte da península do Sinai

Os grupos jihadistas multiplicaram os atentados contra as forças de ordem, afirmando agir em represália à sangrenta repressão que se abateu sobre os partidários de Mursi desde sua derrubada

Agência France-Presse
postado em 24/10/2014 14:24
Cairo - Um terrorista suicida matou nesta sexta-feira (24/10) 28 soldados ao jogar um carro cheio de explosivos contra um posto de controle do Exército no Sinai egípcio, no ataque mais violento contra as forças de segurança desde a destituição do presidente islamita Mohamed Mursi.

O Egito é cenário de uma onda de atentados contra as forças de segurança desde que o Exército prendeu o presidente islamita democraticamente eleito, em julho de 2013. Esses ataques são reivindicados principalmente por grupos extremistas que afirmam agir em represália pela brutal repressão das autoridades do novo governo aos seguidores de Mursi depois de sua destituição.

De acordo com equipes médicas, além dos 28 mortos, 31 pessoas ficaram feridas. O atentado suicida foi cometido em uma região agrícola a noroeste de Al-Arich, capital da província de Sinai do Norte, segundo autoridades das forças de segurança.



Pouco depois do ataque, o presidente Abdel Fattah al-Sissi anunciou três dias de luto nacional e convocou uma reunião do Conselho de Defesa Nacional "com o objetivo de acompanhar os acontecimentos no Sinai", de acordo com um comunicado da Presidência. A União Europeia e os Estados Unidos condenaram o ataque, com Washington afirmando que as autoridades americanas "apoiam os esforços do governo egípcio para combater a ameaça terrorista no país".

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