Cidade do Vaticano - O papa Francisco classificou, neste domingo, como "emergência social" os violentos ataques contra refugiados em Roma e ressaltou que a situação pode piorar caso não seja enfrentada.
Após vários dias de ataques contra um centro de acolhimento para refugiados em Roma, o pontífice pediu às autoridades, durante o Angelus na Praça São Pedro, que enfrentem os distúrbios como uma emergência social.
Um grupo de pessoas atirou pedras e outros artefatos contra cerca de 50 migrantes em um centro de refugiados durante três noites consecutivas. Quebraram os vidros das janelas, atearam fogo nas lixeiras e entraram em confronto com a polícia antidistúrbios. As autoridades italianas tiveram que ordenar a retirada de adolescentes que viviam no edifício atacado.
Além disso, grupos de extrema direita realizaram protestos, onde carregaram bandeiras com referência ao "Il Duce" - título utilizado por Benito Mussolini no regime fascista italiano- e puxaram cantos racistas.
O prefeito de Roma insistiu que os demandantes de refúgio não serão transferidos para outro lugar, apesar dos abaixo-assinados de moradores, que alegam que a chegada dos estrangeiros gera maior criminalidade e prostituição na região.