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Estado de Minas

Cabeleireiro chileno doa mais de 300 perucas para crianças com câncer

O projeto começou em 2009, após o próprio filho passar pelo tratamento de quimioterapia


postado em 17/11/2014 11:00 / atualizado em 17/11/2014 10:46

(foto: Rodrigo Garrido/Reuters)
(foto: Rodrigo Garrido/Reuters)

A perda de cabelo, durante o tratamento contra o câncer, pode ser um golpe contra a autoestima dos pacientes. Para ajudar crianças e adolescentes que passam pelo tratamento em um hospital de Santiago, no Chile, um cabeleireiro resolveu combater o trauma doando perucas feitas no próprio salão.

Marcelo Avatte é conhecido pelos implantes capilares em homens e mulheres e, há cinco anos a frente de um projeto beneficente, ele já doou mais de 300 perucas. A iniciativa começou em 2009, quando o próprio Avatte viu o filho perder os cabelos durante o tratamento de quimioterapia.

Para a fabricação das perucas, Avatte montou um ateliê em casa, onde conta com a ajuda de ums equipe(foto: Rodrigo Garrido/Reuters)
Para a fabricação das perucas, Avatte montou um ateliê em casa, onde conta com a ajuda de ums equipe (foto: Rodrigo Garrido/Reuters)


Em outubro, o cabeleireiro doou perucas para duas meninas tratadas no Hospital Luis Calvo Mackenna. A pequena Alexandra Munoz, 5 anos, perdeu os cabelos durante as sessões de quimioterapia para tratar um tumor no cérebro.

(foto: Rodrigo Garrido/Reuters)
(foto: Rodrigo Garrido/Reuters)


Isidora Serrano, 14 anos, também perdeu os cabelos no tratamento contra um câncer nos ossos. No mesmo dia que recebeu o presente, a médica oncologista que a acompanha informou que os exames de sangue apresentavam melhoras ao tratamento.

(foto: Rodrigo Garrido/Reuters)
(foto: Rodrigo Garrido/Reuters)


Para a psicóloga Maria do Socorro Toscano, as perucas representam o renascer. Os pacientes vêm nelas a esperança de que o cabelo voltará e nascer. "É uma esperança que reanima e motiva a aceitação ao tratamento. Os medicamentos costumam debilitar muito, e deixa muita tristeza.".

A psicóloga lembra que alguns pacientes não aceitam as perucas com muita facilidade no início do tratamento e lembra que o apoio familiar é essencial neste processo.

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