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Estado de Minas

Manifestantes protestam no Paquistão e no Afeganistão contra Charlie Hebdo

Durante os protestos, também foram queimadas bandeiras francesas, americanas e britânicas


postado em 23/01/2015 13:46 / atualizado em 23/01/2015 13:55

Islamabad, Paquistão - Dezenas de milhares de manifestantes voltaram às ruas nesta sexta-feira (23/1) no Paquistão e no Afeganistão para protestar de forma pacífica contra as charges do profeta Maomé ao grito de "Abaixo Charlie Hebdo". "Maomé é minha vida" ou "Nosso profeta, nossa honra" eram alguns dos lemas dos cartazes na manifestação organizada pelo partido islamita paquistanês Jamaat-e-Islami (JI), que reuniu 15 mil pessoas em Islamabad.

Os manifestantes exigiram desculpas oficiais por parte da França e queimaram bandeiras e bonecos com fotos dos integrantes da revista satírica(foto: Banaras Khan )
Os manifestantes exigiram desculpas oficiais por parte da França e queimaram bandeiras e bonecos com fotos dos integrantes da revista satírica (foto: Banaras Khan )


Siraj ul-Haq, líder da formação, pediu o boicote dos produtos de países como França e Dinamarca, cujos meios de comunicação publicaram as charges de Maomé. No resto do país, outras manifestações voltaram a reunir milhares de pessoas em cidades como Quetta, Peshawar, Karachi, Mizaffarabad, na parte da Caxemira administrada pelo Paquistão, e em Lahore, segundo jornalistas da AFP em terra.

Durante os protestos, também foram queimadas bandeiras francesas, americanas e britânicas. No Afeganistão, cerca de 20 mil pessoas protestaram em Herat, a terceira cidade do país. Os manifestantes exigiram desculpas oficiais por parte da França e queimaram bandeiras. Os dois países condenaram em um primeiro momento o atentado contra a revista satírica francesa, mas o tom foi se endurecendo e os islamitas radicais prestaram homenagens aos jihadistas que realizaram o atentado.

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Posteriormente, sua classe política condenou com dureza a publicação no último número da Charlie Hebdo de uma nova charge do profeta Maomé, gesto considerado ofensivo pelos muçulmanos. Também nesta sexta-feira eram registrados confrontos entre policiais e manifestantes que protestavam contra a revista em Srinagar, na parte indiana da Caxemira, que vive uma greve geral contra a publicação das charges do profeta.

Algumas lojas e empresas fecharam como sinal de repúdio às charges "blasfemas" publicadas pela Charlie Hebdo, cuja redação foi dizimada no dia 7 de janeiro em um atentado jihadista que deixou 12 mortos. Respondiam, assim, à convocação de uma organização muçulmana e de grupos separatistas.

A circulação era praticamente inexistente nesta sexta-feira em Srinagar e em outras cidades do vale da Caxemira, de maioria muçulmana. As autoridades restringiram os deslocamentos em alguns bairros da parte antiga de Srinagar para impedir os protestos depois da oração de sexta-feira. Os protestos explodiram depois que a polícia disparou para o ar para dispersar um grupo de manifestantes que gritavam slogans como "Abaixo Charlie Hebdo" na saída das mesquitas. 

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