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Mãe que teria abandonado bebê com Down conta seu lado da história

No Facebook, ela negou que tenha feito um ultimato ao marido: "Foi a decisão mais difícil da minha vida"

postado em 09/02/2015 15:20
A armena Ruzzana Badalyan conquistou o ódio de todo o mundo nas redes sociais, na última semana. De acordo com o ex-marido, ela teria abandonado o filho Leo, que tem síndrome de Down, e pedido divórcio do marido, Samuel Forrest. O pai deu uma entrevista à rede de tevê americana ABC dizendo, ainda, que tinha sido vítima de um ultimato: manteria o filho ou a mulher. No último fim de semana, porém, ela veio a público dizer que a história não era exatamente assim.

No Facebook, ela negou que tenha feito um ultimato ao marido:

Em um post no Facebook, publicado na madrugada deste sábado (7/2), ela disse que abandonar o bebê foi a decisão mais difícil da vida dela. "No hospital, sob estresse e depressão, experimentando pressão por todos os lados, sem suporte do meu marido ou qualquer possibilidade de dar uma vida decente a essa criança na Armênia, eu tinha duas opções: cuidar do bebê sozinha no meu país, ou abrir mão do meu instinto materno e dar a ele a chance de ter uma vida decente em outro lugar. Escolhi a segunda", escreveu.

[SAIBAMAIS]De acordo com Badalyan, a Armênia não tem infraestrutura nem suporte governamental para que o filho tenha o apoio necessário. "A primeira coisa que veio na minha cabeça após o diagnóstico foi que eu não quero que meu filho viva em um país onde certos estereótipos dominam as vidas das pessoas com síndrome de Down", desabafou. Ela ainda criticou a atitude do marido, que espalhou a história nas redes sociais e criou uma página de doações na internet e arrecadou mais de US$ 400 mil.

Segundo o relato da mãe de Leo, não houve nenhum ultimato: "No momento mais difícil da minha vida, quando ele deveria estar ao meu lado me dando apoio para tomar a decisão correta, não consegui nada. Depois do incidente, ele deixou o hospital e, horas depois, me disse que levaria a criança com ele, deixaria o país e que eu não teria nada a ver com isso".

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