Agência France-Presse
postado em 26/02/2015 15:35
Manila, Filipinas - Os presidentes francês e filipino anunciaram, nesta quinta-feira, a "Convocação de Manila", como parte de um acordo climático "ambicioso, equitativo e universal". A ideia de François Hollande e Benigno Aquino é antecipar a 21; edição da Conferência das Partes, que ocorrerá em Paris, em dezembro."Convocamos a comunidade internacional a concluir um acordo ambicioso, equitativo e universal sobre o clima", declararam os dois estadistas, ao lado da atriz francesa Marion Cotillard.
Os resultados da conferência de Paris "interessam a bilhões de pessoas", insistiram os presidentes.
"Esperamos que, juntos, possamos escrever a história em Paris, no mês de dezembro, e que não nos contentemos em vê-la passar como simples espectadores", destacaram.
"Os países em desenvolvimento foram os que menos contribuíram para as mudanças climáticas e são os que mais sofrem com seus efeitos", como diz o texto, que conclama "justiça e solidariedade financeira e tecnológica".
"Temos a obrigação de atuar juntos, por isso vim até a Filipinas, para fazer a convocatória e selar una aliança", disse Hollande, em discurso para empresários franceses e filipinos.
A "primeira obrigação" dos países desenvolvidos é "fazer justiça" com os países emergentes, depois de ter prejudicado o planeta com a exploração de recursos, declarou Hollande. É a primeira visita de um chefe de Estado francês às Filipinas desde a independência do país em 1947.
O arquipélago das Filipinas é um dos países mais afetados pela elevação das temperaturas. No dia 8 de novembro de 2013, o tufão Haiyán, com ventos de até 230 quilômetros por hora, deixou mais de 7.300 mortos no país e apagou do mapa cidades e povoados com uma violência sem precedentes.
A cada ano, o país emergente, com 100 milhões de habitantes, passa por cerca de vinte tormentas violentas ou tufões entre junho e outubro, cada vez mais frequentes.
Para o governo francês, as Filipinas são um "interlocutor preferencial", tendo em vista a Conferência de Paris, já que representa uma "voz progressista entre os países em desenvolvimento", enquanto outros alimentam uma "oposição entre norte e sul" no tocante às emissões de gases de efeito estufa.