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Vídeo de homens matando cães com injeção de ácido causa protestos no Irã

Ter um cachorro no Irã é visto pelas autoridades como uma moda importada do Ocidente, contrária aos costumes islâmicos



Cerca de 500 pessoas se concentraram no domingo (19/4) em Teerã, diante da sede da Organização para a Proteção do Meio Ambiente, para protestar contra o sacrifício de cães com injeção mostrado pelo vídeo. As pessoas exibiam cartazes com frases como "Não sejam cruéis com os cães" ou "Parem com os maus-tratos contra os animais".

A agência de notícias Fars citou um ativista dos direitos dos animais, que disse que as pessoas que apareciam no vídeo receberam o equivalente a 4 dólares para cada animal sacrificado.

A vice-presidente do Irã e chefe da organização, Massumeh Ebtekar, que se dirigiu aos manifestantes, declarou que "causar danos aos animais é inaceitável em qualquer circunstância", de acordo com a imprensa local. Em uma carta dirigida ao ministro do Interior, ela pediu que sejam tomadas medidas para acabar com "métodos não convencionais de controle da população de cachorros de rua".

Ter um cachorro no Irã é visto pelas autoridades como uma moda importada do Ocidente, contrária aos costumes islâmicos, que consideram estes animais "najes" ("impuros" em farsi) se vivem dentro de casa. Além disso, passear com cachorros em público ou andar com eles no carro é proibido.