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Estado de Minas

Corpo do brasileiro fuzilado na Indonésia é velado em cemitério curitibano

A previsão é que o enterro de Rodrigo Muxfeldt Gularte também ocorra neste domingo


postado em 03/05/2015 12:24 / atualizado em 03/05/2015 13:07

O corpo do brasileiro Rodrigo Muxfeldt Gularte está sendo velado neste domingo (3/5) no Cemitério Parque Iguaçu, em Curitiba. A previsão é que o sepultamento do paranaense, fuzilado na terça-feira (28/3) na Indonésia, ocorra no fim da tarde. O corpo chegou no sábado (2/5) ao Brasil, depois de ser velado em Jacarta na quarta-feira (29/3) pela prima, Angelita Muxfeldt, e por funcionários da embaixada brasileira no país asiático.

Rodrigo Gularte traficou drogas para a Indonésia e foi fuzilado na terça-feira (28/3) (foto: Reprodução/Internet)
Rodrigo Gularte traficou drogas para a Indonésia e foi fuzilado na terça-feira (28/3) (foto: Reprodução/Internet)


Entenda o caso

Gularte foi detido em 2004 ao tentar entrar no aeroporto de Jacarta com seis quilos de cocaína escondidos em pranchas de surf. Ele é o segundo brasileiro condenado à morte pelo governo indonésio, após condenação por tráfico de drogas. Outras sete pessoas foram executadas. O brasileiro sofria de esquizofrenia e viveu os últimos momentos desorientado e sem ter consciência do que acontecia, afirmaram seu advogado e um padre que teve contato com o detento. "Tinha uma mente delirante", disse à AFP o advogado Ricky Gunawan.


Gularte, 42 anos, foi executado ao lado de outros seis indonésios na ilha de Nusakambangan, apesar dos pedidos de clemência da família, que apresentou boletins médicos para demonstrar que ele era vítima de esquizofrenia. "Não tenho certeza de que compreendeu em 100% que seria executado", disse o advogado. Gunawan afirmou ainda que Gularte estava convencido de que a água da prisão de Nusakambangan estava envenenada.

Durante todo o processo na Justiça do país, a família apresentou vários relatórios médicos para demonstrar que ele sofria de esquizofrenia e que, portanto, não deveria ser executado. Aparentando tranquilidade, o próprio Gularte acreditava que seria salvo, segundo a prima dele Angelita Muxfeldt afirmou hoje à imprensa local.

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O presidente indonésio, Joko Widodo, é intransigente sobre a aplicação da pena de morte por tráfico de drogas e ignora os apelos de clemência e as pressões diplomáticas internacionais para evitar as execuções. Ele alega que o país enfrenta uma situação de emergência ante o problema das drogas e precisa de uma "terapia de choque".

A pena capital por narcotráfico ou até mesmo pela posse de pequenas quantidades de droga também é aplicada em outros países do sudeste da Ásia, como Malásia, Vietnã, Tailândia e Cingapura.

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