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Explosões em sedes de partido curdo da Turquia deixam feridos

A origem das duas explosões não foi informada oficialmente, mas um funcionário do HDP, que pediu o anonimato, disse que foram provocadas por bombas

Ancara - Duas explosões de origem desconhecida deixaram nesta segunda-feira vários feridos em duas sedes do Partido Democrático do Povo (HDP), o principal partido curdo da Turquia, a três semanas das eleições legislativas de 7 de junho, informou o HDP.

Ao menos seis pessoas ficaram feridas em uma primeira explosão, ocorrida na sede geral regional do HDP em Adana (sul), três delas gravemente, disse à AFP um funcionário do grupo.

Outra explosão ocorreu na sede do mesmo partido em Mersin (sul), ao que parece provocada por um buquê de flores com um explosivo enviado aos locais, segundo o mesmo funcionário. Várias pessoas ficaram feridas, informaram os meios de comunicação turcos.

A origem das duas explosões não foi informada oficialmente, mas um funcionário do HDP, que pediu o anonimato, disse que foram provocadas por bombas.

O principal líder do partido, Selanhattin Demirtas, planeja realizar uma reunião pública em Mersin ao fim da tarde, declarou seu Estado-Maior. O governo islamita-conservador no poder condenou os dois ataques.

"Um ataque contra um partido político, seja qual for, equivale a um ataque contra todos os partidos e contra a democracia", considerou o ministro da Cultura, Omer Celik, em sua conta do Twitter.

"Este combate político não deveria ser contaminado pela violência", afirmou o ministro turco das Finanças, Mehmet Simsek, à rede de televisão NTV.



Desde o início da campanha eleitoral para as legislativas, o partido opositor pró-curdo foi alvo de vários ataques. Há um mês, sua sede em Ancara foi alvo de disparos que não deixaram vítimas.

Os resultados do HDP nas próximas eleições provocam uma grande expectativa. As últimas pesquisas dão ao grupo um resultado em torno de 10% dos votos.

Se esta formação superar a barreira de 10% dos votos em nível nacional, pode impedir que o partido do presidente Recep Tayyip Erdogan consiga a maioria de dois terços necessária para aprovar a reforma constitucional que o líder quer levar adiante para reforçar seus poderes como chefe de Estado.