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Ban Ki-moon diz que há formas não militares de enfrentar crise de migrantes

União Europeia planeja operação naval com barcos de guerra e aviões do exército

Bruxelas, Bélgica - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, estimou nesta quarta-feira (27/5) que existem outras formas de agir ante a crise dos migrantes que não passem pela destruição dos barcos de traficantes, como prevê a União Europeia.

Ban expressou sua "preocupação ante a ideia de destruir estes barcos". "Devem existir outras formas" de agir, acrescentou em uma coletiva de imprensa.

Estes barcos também costumam servir para a pesca. "Quando se avalia a possibilidade de destruir barcos, isso pode levar, em última instância, a privar as pessoas de seus meios de subsistência, que já são muito limitados", disse Ban.

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Um mês depois de um dramático naufrágio com centenas de imigrantes clandestinos no mar Mediterrâneo, a UE decidiu na semana passada colocar em andamento uma operação naval para destruir a atividade dos traficantes de pessoas que aproveitam a vulnerabilidade dos que estão dispostos a arriscar sua vida para tentar chegar à Europa.

Esta missão sem precedentes implicará na mobilização de barcos de guerra e de aviões de vigilância dos exércitos europeus perto da costa líbia.

No entanto, esta operação requer o aval das Nações Unidas, razão pela qual não será lançada por enquanto.

Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), mais de 34.500 imigrantes chegaram à Itália desde o início do ano e 1.770 morreram ou desapareceram no mar.