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Governador promete 'tolerância zero' para cúmplices de fuga em Nova York

"Temos tolerância zero para toda pessoa que tenha colaborado com esses criminosos, pouco importa a gravidade de sua participação: qualquer indivíduo considerado culpado de ter ajudado nesta fuga receberá todo peso da lei", declarou Cuomo.

Agência France-Presse
postado em 15/06/2015 14:53

Nova York - O governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, ordenou uma investigação de "todos os fatores" que permitiram a fuga de dois criminosos da prisão de Dannemora há 10 dias e prometeu "tolerância zero" para seus cúmplices.

"Temos tolerância zero para toda pessoa que tenha colaborado com esses criminosos, pouco importa a gravidade de sua participação: qualquer indivíduo considerado culpado de ter ajudado nesta fuga receberá todo peso da lei", declarou Cuomo.

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Joyce Mitchell, uma costureira de 51 anos que trabalhava na prisão de segurança máxima e que foi acusada de "fornecer ajuda material" aos fugitivos David Sweat e Richard Matt, compareceu brevemente a uma audiência técnica nesta segunda-feira, sem pronunciar qualquer palavra, após se declarar inocente na semana passada.



Mitchell, colocada em prisão preventiva, foi acusada de "promover contrabando dentro de prisão" e facilitar o crime, ambos considerados crimes graves. A funcionária teria entregue aos detidos, que eram vizinhos de cela, lâminas para cerrar metal, dois pares de óculos com lanternas e brocas.

Segundo a imprensa, Joyce Mitchell também planejava buscar os dois assassinos em um carro após a fuga, antes de se arrepender e se entregar em um hospital no sábado, em estado de pânico.

"Capturar esses assassinos e devolvê-los para a prisão continua a ser a nossa principal prioridade, mas é extremamente importante examinar as circunstâncias que permitiram que esses detidos escapassem", disse Cuomo em um comunicado.

Os dois assassinos fugitivos estão há dez dias foragidos, apesar das buscas que mobilizam mais de 800 agentes - 300 a mais do que inicialmente -, incluindo agentes penitenciários, guardas florestais, e outros policiais federais (FBI).

"Nós não sabemos se ainda estão na região ou no México", admitiu o governador no domingo.As autoridades ofereceram uma recompensa de US$ 100.000 por informações que levem à prisão dos condenados.

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