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Líder jihadista argelino morreu em ataque de drone em maio na Síria

Said Arif havia fugido da prisão domiciliar na França para se juntar à Jund al-Aqsa, braço da Al-Qaeda

Paris, França - O líder jihadista argelino Said Arif, um veterano da "guerra santa" no Afeganistão, morreu em maio na Síria em um ataque de um drone americano, confirmaram à Agência France Presse (AFP) fontes francesas que pediram anonimato. A morte do desertor do exército argelino, de 49 anos e considerado um importante recrutador de combatentes estrangeiros na Síria, havia sido mencionada há alguns meses na internet e nas redes sociais, mas até agora não havia sido confirmada.

[SAIBAMAIS]Nos anos 1990, Arif integrou os acampamentos da Al-Qaeda no Afeganistão, onde conheceu os líderes do grupo na época, entre eles Osama bin Laden. Na década passada foi detido e julgado na França por sua participação em redes de envio de combatentes à Chechênia e por planejar um atentado contra a Torre Eiffel, entre outras acusações.

Condenado em 2007 a 10 anos de prisão, Arif foi libertado em dezembro de 2011. Ele deveria ser expulso da França, mas a Corte Europeia de Direitos Humanos solicitou que não fosse enviado para a Argélia, onde corria o risco de ser torturado. Ele foi colocado em prisão domiciliar em um hotel de uma cidade do centro da França, mas fugiu em 2013.



Viajou para a Síria e se tornou um dos líderes do Jund al-Aqsa, um grupo jihadista próximo à Frente Al-Nosra, o braço sírio da Al-Qaeda. Era considerado um dos principais organizadores da recepção de combatentes estrangeiros na Síria.