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Inundações na França deixam 20 mortos e seis desaparecidos

Até o momento, seis pessoas continuam desaparecidas, segundos informações da Prefeitura dos Alpes Marítimos.

A região da Côte d;Azur iniciou nesta segunda-feira uma limpeza das cidades atingidas no sábado à noite por chuvas torrenciais, que deixaram 20 mortos e dois desaparecidos nesta região turística do sudeste da França.

Entre as vítimas estavam um cidadão britânico, uma italiana e um português, informou à AFP uma fonte próxima ao caso, sem dar mais detalhes.

Ao entardecer, as autoridades locais anunciaram que havia dois alemães desaparecidos.

Na cidade de Biot, onde três idosos moradores de asilo morreram, dezenas de voluntários armados com vassouras, rodos e sabão ajudavam as vítimas a retirar grossas camadas de lama levadas pelas ondas.

Armados com motosserras, centenas de agentes especializados tentavam limpar o rio La Brague, que foi obstruído por árvores desenraizadas e obstáculos de todos os tipos.

Na noite de sábado, uma forte chuva provocou a cheia do pequeno rio, o que fez submergir as ruas de várias cidades muito turísticas da Côte d;Azur, entre elas Cannes, Nice e Antibes.

Em Mandelieu-la-Napoule, as equipes de resgate encontram nesta segunda mais um cadáver, elevando a 8 o número de vítimas nesta localidade. Todas as vítimas ficaram presas em estacionamentos subterrâneos.

E em Cannes, mais um corpo, o 19;, foi encontrado igualmente em um estacionamento.

Chuva recorde

Os registros do centro meteorológico francês são impressionantes. Entre as 19H00 e 22H00 de sábado, foram registrados 180 mm de chuvas em Cannes, 159 mm em Mandelieu-la-Napoule e 100 mm em Valbonne.

O presidente François Hollande, que visitou o local da tragédia no domingo, anunciou que decretaria estado de catástrofe natural a partir de quarta-feira para agilizar os processos de indenização.

"Sempre existiram catástrofes, mas seu ritmo, sua intensidade foram reforçadas", avaliou Hollande, que aproveitou para pedir que sejam "tomadas decisões" para lutar contra o aquecimento global, às vésperas da Conferência do Clima de Paris (COP21), celebrada em novembro.

Mais de 7.000 casas continuavam sem fornecimento de eletricidade nesta segunda-feira. Quinze escolas e dois jardins de infância continuarão fechados.

A companhia ferroviária SNCF tentará que alguns trens circulem dando "prioridade aos transportes utilizados diariamente por milhares de passageiros" da região. Os trens de alta velocidade Paris-Nice devem parar em Toulon.