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Protestos de estudantes fecham três grandes universidades sul-africanas

Estudantes são contra aumento de impostos, pois forçaria estudantes negros e pobres a saírem do sistema educacional

Agência France-Presse
postado em 19/10/2015 15:17
Joanesburgo, África do Sul - Protestos estudantis interromperam as aulas em três das maiores universidades da África do Sul nesta segunda-feira (19/10), enquanto manifestações se espalham contra aumento de impostos após meses de crescente demandas dos alunos.

Autoridades da Rhodes University, University of Cape Town (UCT) e University of the Witwatersrand (Wits) anunciaram que as aulas estavam suspensas devido a uma onda de protestos.

Centenas de estudantes participaram de protestos focados no aumento dos impostos, que muitos afirmam que forçariam os estudantes negros e pobres a saírem do sistema educacional.



Manifestantes na Wits University de Johannesburgo bloquearam as entradas nos últimos dias enquanto estudantes exigiam que a proposta para 2016 de 10,5% de aumento nos impostos fosse descartada.

Uma reunião durante a madrugada deste sábado (17/10) entre estudantes e autoridades das universidades levou à suspensão de qualquer decisão durante as negociações.

Os representantes da University of the Witwatersrand afirmaram em um comunicado que "a universidade está oficialmente fechada na segunda-feira (17/10)" enquanto as negociações continuam.

As autoridades afirmam que os aumentos são necessários para providenciar uma educação de qualidade.

As aulas na UCT, um prestigiada universidade africana, também foram interrompidas, enquanto os diretores descrevem a interrupção das aulas por protestantes como ilegal.

Estudantes da UCT organizaram nesse ano uma bem sucedida campanha de grande-porte pela remoção da estátua do imperialista britânico Cecil John Rhodes do campus. Vários protestos ocorreram em diversas universidades sul-africanas visando a limitada transformação educacional desde o fim do apartheid.

Estudantes da Stellenbosch University têm lutado por mais aulas lecionadas em inglês em vez de em africânder, a língua do antigo governo apartheid.

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