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Estado de Minas

Acordo é "sucesso monumental", diz secretário-geral da ONU

"O acordo de Paris sobre mudança climática é um sucesso monumental para o planeta e sua população", declarou Ban Ki-moon


postado em 12/12/2015 20:26 / atualizado em 12/12/2015 21:33

(foto: Francois Guillot/AFP)
(foto: Francois Guillot/AFP)

Nova York -
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse neste sábado (12/12) que o Acordo de Paris coroa um esforço de sete anos para fazer o mundo reagir à mudança climática. À medida que autoridades de diversas nações se revezavam elogiando o acordo, Ban afirmou que "o que um dia era impensável agora é incontrolável. (...) É um bom acordo e vocês todos devem ficar orgulhosos".

Ministros de 195 países aprovaram o Acordo de Paris, primeiro marco jurídico universal de luta contra o aquecimento global. "A História se lembrará deste dia", afirmou o secretário-geral da ONU. "O acordo de Paris sobre mudança climática é um sucesso monumental para o planeta e sua população".

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O documento da 21ª Conferência do Clima (COP21) das Nações Unidas terá caráter "legalmente vinculante", obrigará todas as nações signatárias a organizar estratégias para limitar o aumento médio da temperatura da Terra a 1,5ºC até 2100 e prevê US$ 100 bilhões por ano para projetos de adaptação dos efeitos do aquecimento a partir de 2020.

Ban, que falou sobre suas viagens pelo mundo ouvindo vítimas relatarem as suas dificuldades com os efeitos da mudança climática, disse que agora o mundo está ouvindo esses relatos. "O mundo começa amanhã", afirmou.

Confira os principais pontos do documento que está sob análise de mais de 190 países:

Desafio

O documento identifica a mudança climática como "uma ameaça urgente e potencialmente irreversível" para a humanidade e o planeta Terra. Comprova, por isso, com preocupação, que os compromissos somados de todos os países para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) ainda distam muito das reduções necessárias para conter o agravamento do aquecimento global.

Meta

O objetivo do acordo é conter o aumento da temperatura "bem abaixo dos 2ºC" em relação à era pré-industrial e realizar "esforços para limitar esse aumento a 1,5º".

Esforço

O mundo deve esforçar-se para que as emissões de GEE deixem de aumentar "o quanto antes possível" e que "comecem a ser reduzidas rapidamente".

Na segunda metade do século, é preciso chegar a um equilíbrio entre as emissões de GEE provocadas pelas atividades humanas (como a produção de energia e a agropecuária) e as que podem ser capturadas por meios naturais ou tecnológicos, como, por exemplo, as florestas ou as instalações de armazenamento de carbono.

O projeto de acordo eliminou as referências presentes nos rascunhos anteriores ao termo "neutralidade de carbono", ao qual se opunham com veemência grandes produtores de petróleo, como a Arábia Saudita.

Apoio
Os países desenvolvidos, emissores históricos, tomarão a dianteira dos cortes de emissões de GEE em termos absolutos. Os países em desenvolvimento, que ainda precisam gerar energia com carvão e petróleo, são incentivamos a orientar seus esforços para a realização de cortes. O documento pede aos países ricos a apoiar os cortes de emissões das nações em desenvolvimento.

Acompanhamento

Em 2018, dois anos antes da entrada em vigor do acordo, os países avaliarão os impactos de suas iniciativas contra o aquecimento global e analisarão novamente seus planos de redução de emissões de GEE. Quando o acordo entrar em vigor, as revisões serão realizadas a cada cinco anos, a partir de 2023.

Dinheiro
Os países desenvolvidos proporcionarão apoio financeiro para a reconversão energética dos países em vidas de desenvolvimento e para enfrentar os fenômenos relacionados com a mudança climática, como a intensificação das secas e furacões.

Fora as partes juridicamente vinculantes, o documento estabelece a soma de 100 bilhões de dólares anuais como "base" das quantias concedidas pelos países mais ricos. A soma será atualizada em 2025.

Perdas e danos

Fica reconhecido às ilhas vulneráveis à alta do nível dos oceanos e aos países pobres mais expostos à mudança climática o direito de obter apoio para "prevenir, minimizar e reparar" suas perdas.

Com informações da France Presse

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