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A Rússia anuncia disposição de falar sobre cessar-fogo na Síria

Logo após a Rússia anunciar disposição a falar sobre um cessar-fogo na Síria em uma reunião nesta quinta-feira (11/2) em Munique para tentar reativar as negociações de paz e conter a onda de refugiados sírios para a Turquia.

Agência France-Presse
postado em 11/02/2016 10:12

Logo após a Rússia anunciar disposição a falar sobre um cessar-fogo na Síria em uma reunião nesta quinta-feira (11/2) em Munique para tentar reativar as negociações de paz e conter a onda de refugiados sírios para a Turquia.
Munique, Alemanha - A Rússia anunciou que está disposta a falar sobre um cessar-fogo na Síria em uma reunião nesta quinta-feira em Munique para tentar reativar as negociações de paz e conter a onda de refugiados sírios para a Turquia.

"Estamos preparados para falar das modalidades de um cessar-fogo", disse o vice-ministro russo das Relações Exteriores, Gennady Gatilov, poucas horas antes da reunião na cidade alemã.

"Vamos (à conferência internacional sobre a Síria) para falar sobre isto", completou.

As negociações para acabar com o conflito que provocou 260.000 mortes desde 2011 foram interrompidas no início do mês em Genebra, em meio a acusações dos países ocidentais e da oposição síria de que a Rússia bombardeia grupos opositores e civis em Aleppo.



Além disso, desde 1; de fevereiro o regime de Bashar al-Assad, apoiado por Moscou, executa uma violenta ofensiva contra os rebeldes de Aleppo (norte), o que provocou a fuga de 30.000 pessoas para a fronteira turca.

Esta ofensiva, que deixou até o momento 500 mortos, provocou a interrupção das conversações de Genebra, cuja retomada, prevista para 25 de fevereiro, é incerta.

O secretário de Estado americano, John Kerry, que se mostrou otimista sobre a reunião de Munique, pediu ao chefe da diplomacia da Rússia, Serguei Lavrov, para que trabalhe em um cessar-fogo e contribua a criar um clima que possibilite as negociações.

Ao mesmo tempo, em Bruxelas, os ministros da Defesa da coalizão militar, liderada pelos Estados Unidos, também se reunirão na quinta-feira para reforçar a luta contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) que, segundo Washington, se aproveita do avanço do regime sírio ante os rebeldes mais moderados.

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