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Karry: Sanções contra Rússia devem ser mantidas "pelo tempo necessário"

O Ocidente não deixa de acusar a Rússia de apoiar com tropas e material militar aos rebeldes separatistas do leste ucraniano, em conflito com o exército de Kiev desde abril de 2014

Agência France-Presse
postado em 13/02/2016 11:57
O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, disse neste sábado que as sanções impostas à Rússia sobre a crise na Ucrânia devem ser mantida "enquanto for necessário" - enquanto alguns países europeus desejariam seu levantamento.

"Estou confiante de que a Europa e os Estados Unidos permanecem unidos para a manutenção das sanções enquanto for necessário e a entrega de assistência necessária para a Ucrânia", disse Kerry na Conferência de Segurança de Munique (Alemanha).

"A escolha para a Rússia é simples: implementar plenamente os acordos Minsk (sobre a Ucrânia) ou continuar enfrentando sanções econômicas prejudiciais", explicou.

"As sanções nunca são um fim em si mesmas", disse.

[SAIBAMAIS] "Mas não devemos esquecer que foram impostas num primeiro momento para defender os direitos fundamentais da Ucrânia, sua soberania e integridade territorial", afirmou.

O Ocidente não deixa de acusar a Rússia de apoiar com tropas e material militar aos rebeldes separatistas do leste ucraniano, em conflito com o exército de Kiev desde abril de 2014.

"O caminho para a flexibilização das sanções é claro: a retirada das armas e tropas bacia do Donbass, garantia de que todos os reféns da Ucrânia voltem, permitir o acesso humanitário completo para os territórios ocupados, apoiar eleições livres, justas e sob supervisão internacional no Donbass, de acordo com a legislação ucraniana, e restaurar o controle da Ucrânia na fronteira internacional", listou.

Kerry também elogiou os europeus por "mostrarem determinação" e se unirem ante "a agressão repetida da Rússia".

O secretário de Estado falou depois que o primeiro-ministro russo Dimitri Medvedev disse que as relações de seu país com o Ocidente entraram numa "nova Guerra Fria".

"Quase todos os dias somos acusados %u200B%u200Bde proferir novas ameaças horríveis contra a Otan, contra a Europa, contra os Estados Unidos ou outros países", acrescentou Medvedev.

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