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Funcionários públicos argentinos fazem greve contra demissões de Macri

A Associação de Trabalhadores do Estado (ATE) convocou mobilizações em cidades de todo país, com a adesão de professores universitários e profissionais de saúde

postado em 15/03/2016 17:40


Buenos Aires, Argentina - Os funcionários públicos vão fazer um segundo dia de greve nacional na próxima quarta-feira (16) contra as milhares de demissões na administração federal e provinciais promovidas pelo governo de Mauricio Macri, desde que assumiu no dia 10 de dezembro, alegando ineficiência e modernização do Estado.

[SAIBAMAIS]A Associação de Trabalhadores do Estado (ATE) convocou mobilizações em cidades de todo país, com a adesão de professores universitários e profissionais de saúde.

"Reclamamos ao presidente Macri, aos governadores, que acabem com as demissões e habilitem espaços necessários para a reincorporação dos estatais afetados", declarou o secretário-geral da ATE, Hugo Godoy, em coletiva de imprensa nesta terça-feira.



Segundo Godoy, as demissões no setor público rondaram os 28.000 postos entre o Estado nacional e as províncias, dos quais "conseguimos que se reincorporem 8.000", admitiu.

O governo de Macri justificou as demissões de funcionários públicos indicando que eram, na maioria, pessoas que entraram nas instituições públicas por militância política ou de contratados que só querem receber seus salários.

No entanto, as denúncias de organizações defensoras de direitos trabalhistas se multiplicam com a demissão de milhares de funcionários de carreira em diferentes ministérios.

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