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Correio Braziliense

Presidente Obama discursa em favor de Hillary Clinton

A última vez que um líder americano passou o posto para alguém do próprio partido foi em 1988


postado em 28/07/2016 06:00 / atualizado em 28/07/2016 08:36

(foto: Saul Loeb)
(foto: Saul Loeb)

Oito anos após derrotar Hillary Clinton nas primárias democratas, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, voltou ao palco da convenção nacional do partido, na Filadélfia, para dar seu apoio à antiga concorrente. Em uma fala elogiosa, o primeiro presidente negro do país usou seu carisma para alertar os americanos sobre os riscos de uma escolha errada nas eleições de novembro e convencê-los a tornar a ex-secretária de Estado a primeira mulher a chefiar o Executivo, continuando uma fase de feitos históricos para a política americana. “Não importa o quão difíceis sejam as probabilidades; não importa o quanto as pessoas tentem derrubá-la, ela nunca, nunca desiste”, ressaltou.

Prestes a encerrar o segundo mandato consecutivo, Obama usou o tom de um líder experiente para salientar que “nada prepara para as demandas do Salão Oval até que você se senta na escrivaninha”. “Você não sabe como é gerenciar uma crise global ou mandar pessoas para a guerra”, exemplificou, em referência à inexperiência e à postura impulsiva do rival republicano, Donald Trump.

O democrata contrastou a inconsistência do opositor com os anos de experiência de Hillary à frente do Departamento de Estado (2009-2013), como senadora por Nova York (2001-2009) e primeira-dama (1993-2001). “Ela fez parte dessas decisões. Ela sabe o que está em jogo, nas escolhas que nosso governo faz, para as famílias trabalhadoras, os cidadãos idosos, os donos de negócios pequenos,  o soldado e o veterano.”

Obama descreveu sua afilhada política como uma líder determinada que escuta as pessoas e é calma e respeitosa. “Essa é a Hillary que eu conheço. Essa é a Hillary que eu passei a admirar, e é por isso que eu posso dizer com confiança que nunca houve um homem ou uma mulher mais qualificados do que Hillary Clinton para servir como presidente dos EUA.”

O democrata rebateu as críticas de Trump sobre a situação do país com um relato otimista, apesar das dificuldades atuais. “Ficamos frustrados com os impasses políticos, preocupados com a divisão racial, chocados e entristecidos pela loucura de Orlando ou Nice”, admitiu, ao mencionar os recentes atentados terroristas em solo americano e na França. No entanto, ele se dirigiu aos eleitores atraídos pelo discurso de Trump afirmando que não será uma política excludente que fará o país superar tais desafios “Apenas unidos somos fortes”, defendeu.

Cabo eleitoral
Em contagem regressiva para encerrar seu período à frente do Executivo, Obama conta com 51% de aprovação, segundo medições do instituto de pesquisa Gallup. A popularidade do democrata, que eletrizou multidões com o slogan “Yes we can” (Sim, nós podemos) nas eleições de 2008, é um dos trunfos da campanha de Hillary. “Parece que Obama será mais ativo na campanha do que seus antecessores costumaram ser”, observa Timothy Hagle, professor de ciência política da Universidade de Iowa. “Isso pode energizar a base e cativar independentes de formas que Hillary não foi capaz, além de ajudar a minimizar os efeitos de qualquer problema com os apoiadores de Sanders”, pondera.

A última vez que um presidente em exercício conseguiu eleger seu apadrinhado para a sucessão foi em 1988, quando o republicano Ronald Reagan ajudou George H. Bush a chegar à Casa Branca, graças à sua popularidade de 53,5%, registrada no período das convenções partidárias. A última vez em que um democrata assumiu a Presidência após um correligionário ocupar o posto foi quando Lyndon Johnson substituiu John F. Kennedy, assassinado em 1963.

 

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