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Correio Braziliense

Barack Obama critica 'populismo grosseiro' na tribuna da ONU

O presidente americano também destacou, neste sentido, que as nações podem fazer mais para ajudar os refugiados e migrantes


postado em 20/09/2016 12:28

Em relação à Síria, Obama pediu para que se prossiga com
Em relação à Síria, Obama pediu para que se prossiga com "o difícil trabalho da diplomacia" (foto: Jewel Samad/AFP)

Nações Unidas, Estados Unidos - O presidente Barack Obama criticou nesta terça-feira
(20/9) , na tribuna das Nações Unidas, o que chamou de "populismo grosseiro" que aflora nos Estados Unidos em em todo mundo. Esta é a última vez que Obama se dirige ao plenário da ONU às vésperas do fim de seu segundo mandato. Em defesa das democracias liberais, Obama afirmou que "é preciso corrigir rumos" e rejeitou qualquer "populismo grosseiro".

"Não podemos ignorar estas visões. Elas refletem o descontentamento de muitos de nossos cidadãos", afirmou. Em relação à Síria, Obama pediu para que se prossiga com "o difícil trabalho da diplomacia". "Em um lugar como a Síria não se pode alcançar uma vitória militar, e temos de continuar com a difícil tarefa da diplomacia que se propõe a interromper a violência e fazer chegar ajuda àqueles que necessitam", expressou.

O presidente americano também destacou, neste sentido, que as nações podem fazer mais para ajudar os refugiados e migrantes. Acusou ainda a Rússia de tentar recuperar sua glória passada "pela força", em meio ao envolvimento militar de Moscou na Síria e na Ucrânia. "Em um mundo que deixou para trás a era dos impérios, vemos como a Rússia tenta recuperar sua glória passada pela força", afirmou.

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Por fim, enfatizou que é urgente que o acordo de Paris sobre o clima entre em vigor, pedindo que os líderes mundiais não deixem o problema para as futuras gerações resolverem. "Se não agirmos com audácia, teremos migrações em massa, cidades submersas e reservas de alimentos dizimados". "Deve haver um sentido de urgência para colocar em prática o acordo e ajudar os países mais pobres a deixar de lado formas destrutivas de energia", acrescentou.

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