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Ban Ki-moon faz alerta sobre necessidades do Haiti após furacão Matthew

Segundo o último balanço, Matthew deixou pelo menos 546 mortos e gerou uma nova crise humanitária no país mais pobre das Américas

Agência France-Presse
postado em 15/10/2016 22:13
Segundo o último balanço, Matthew deixou pelo menos 546 mortos e gerou uma nova crise humanitária no país mais pobre das Américas

O secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, mostrou sua aflição neste sábado no Haiti e fez um pedido de ajuda econômica diante dos danos provocados pelo furacão Matthew no país caribenho, onde visitou as áreas mais atingidas.

[SAIBAMAIS]"Fiquei muito, muito triste quando vi a absoluta devastação. Mas as pessoas do mundo todo estão com vocês", disse em francês o secretário-geral das Nações Unidas depois de sobrevoar a parte sul do país.

"As Nações Unidas estão do lado de vocês. Mobilizaremos todos os recursos para ajudá-los", acrescentou ao chegar em Los Cayos, um dos locais mais atingidos pelo furacão Matthew, que chegou ao país no dia 4 de outubro com ventos de 230 km/h.

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Segundo o último balanço, Matthew deixou pelo menos 546 mortos e gerou uma nova crise humanitária no país mais pobre das Américas. Mais de 175.500 haitianos ainda vivem em abrigos provisórios, em condições extremamente precárias.

O Matthew deixou pelo menos 546 mortos e gerou uma nova crise humanitária no país mais pobre das Américas

As ruas, no entanto, já estão limpas e os galhos e troncos de árvores amontoados nas ruas, O comércio voltou a abrir.

Ban foi ao liceu Philippe Guerrier, que abriga 500 pessoas deslocadas, antes de retornar de helicóptero para a capital, Porto Príncipe.

Segundo a Minustah, a missão da ONU no Haiti, o secretário-geral se reunirá com autoridades locais e nacionais, com representantes das comunidades atingidas e com equipes de ajuda humanitária.

Com sua visita ao Haiti, Ban Ki-moon espera mobilizar a comunidade internacional para evitar que o país -que ainda luta por recuperar-se dos estragos do terremoto de 2010, que deixou mais de 200.000 mortos- volte a entrar em uma profunda crise humanitária.

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