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Estado de Minas

Caça ilegal de elefantes custa ao turismo da África US$ 25 milhões

Embora o valor pareça baixo em comparação com o valor estimado do comércio de marfim no mercado negro na China, ele representa cerca de um quinto da renda do turismo de parques de caça em 14 países


postado em 01/11/2016 16:05


Paris, França
- O fim dos assassinatos de elefantes pelas suas presas poderia acrescentar cerca de US$ 25 milhões à renda anual de turismo da África, mais do que compensando os gastos do combate à caça ilegal, disse um estudo nesta terça-feira.

Embora o valor pareça baixo em comparação com o valor estimado do comércio de marfim no mercado negro na China, ele representa cerca de um quinto da renda do turismo de parques de caça em 14 países, onde a metade dos elefantes africanos estão localizados, disse o estudo, publicado na revista científica Nature Communications.  

"Descobrimos que os benefícios econômicos perdidos que os elefantes poderiam oferecer aos países africanos através do turismo são substanciais, e que esses benefícios excedem os custos necessários para deter os declínios de elefantes na África Oriental, Austral e Ocidental", afirmaram os autores.

A conservação dos elefantes, concluíram, "é uma sábia decisão de investimento para os países das regiões de savana da África".

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O valor estimado do comércio do marfim é de quase US$ 600 milhões por ano, o que mostra as "dificuldades econômicas da conservação dos elefantes", reconheceram os autores.

A população de elefantes da África foi reduzida em cerca de 30% no período de 2007 a 2014, disse o estudo.

As presas dos animais são usadas em esculturas de marfim, cuja posse denota riqueza e sucesso em partes da Ásia.

A equipe de pesquisadores usou os dados disponíveis sobre o comportamento de turistas e a densidade de elefantes para o estudo, que eles afirmam ser o primeiro a quantificar os "benefícios econômicos perdidos" com a caça furtiva.

Eles descobriram que os turistas são mais propensos a visitar parques com muitos elefantes, e calcularam que cada animal extra aumentava as visitas em 371%.

Na África Central florestada, porém, onde é mais difícil observar os elefantes e o seu número está menos ligado à receita com o turismo, os gastos com a conservação não compensariam os gastos contra a caça ilegal na mesma medida.

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