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China prende 13 após acidente em construção de usina que matou 74

A Hebei Yineng já ganhou contratos para construir usinas em mais de dez províncias, na Turquia e na Malásia, segundo entrevistas anteriores de executivos da empresa. A companhia ainda não havia se pronunciado.


Autoridades da China afirmaram que prenderam 13 pessoas por causa do acidente ocorrido em um canteiro de construção de uma usina de energia que matou 74 trabalhadores, em um dos mais sérios acidentes no setor industrial do país em anos. A maioria dos mortos trabalhava no interior da parede de concreto de uma grande torre circular de resfriamento, de 70 metros de altura, quando a construção ruiu na manhã da quinta-feira.

Embora autoridades não tenham dado detalhes sobre as 13 detenções, o foco da investigação se voltou para o operadora da usina de energia, a Jiangxi Ganneng, e uma importante companhia de engenharia, Hebei Yineng, que assumiu vários projetos de usinas elétricas nos últimos anos e tem um histórico de mortes em suas obras.


A Hebei Yineng já ganhou contratos para construir usinas em mais de dez províncias, na Turquia e na Malásia, segundo entrevistas anteriores de executivos da empresa. A companhia ainda não havia se pronunciado.

A imprensa estatal informou que o acidente ocorreu durante a troca de turno, possivelmente o que elevou o número de vítimas. Os trabalhadores atuavam em três turnos para avançar no projeto antes da chegada do duro inverno local, segundo entrevistas com os sobreviventes feitas pela imprensa estatal.

A usina de 1 mil megawatts abastecida a carvão havia sido designada como um projeto prioritário na província, o que provavelmente aumentou a pressão sobre os trabalhadores.

O presidente chinês, Xi Jinping, pediu aos governos locais que responsabilizem os culpados e disse que há uma investigação em andamento. A China passou por várias grandes tragédias envolvendo trabalhadores nos últimos anos, atribuídas à fraca regulação, à corrupção sistêmica e à pressão para impulsionar a produção em meio à desaceleração econômica. Fonte: Associated Press.

Por France Presse