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Correio Braziliense

Itália: Lombardia e Veneto vão realizar referendo sobre autonomia

O norte da Itália, reduto da Liga do Norte, é considerado como a região rica e industrializada que mantém os mais pobres do sul da península, por isso exige uma mudança do sistema administrativo


postado em 21/04/2017 11:49

Cidade de Veneza, que é a capital da região de Veneto(foto: AFP / MIGUEL MEDINA)
Cidade de Veneza, que é a capital da região de Veneto (foto: AFP / MIGUEL MEDINA)
 
 
As prósperas regiões do norte da Itália, Lombardia e Veneto, vão organizar em 22 de outubro um referendo para pedir maior autonomia ao governo central de Roma.
 

O governador da Lombardia, Roberto Maroni, anunciou nesta sexta-feira que o seu colega de Veneto, Luca Zaia, aderiu a sua proposta de realizar o referendo.

Maroni e Zaia são líderes da Liga do Norte, partido contrário à migração e ao euro, e conhecido no passado por proclamar a "independência" da Padania, uma região imaginária em torno do rio Po, ao norte da península.

A pergunta a ser submetida ao voto é se os cidadãos de ambas as regiões querem mais autonomia do governo central em áreas como os impostos. 

"Você deseja transferir menos dinheiro de seus impostos para outras regiões italianas?", poderia ser a questão que indiretamente critica os recursos aportados para as regiões menos ricas.

De acordo com a imprensa italiana, a soma poderia exceder 70 bilhões de euros por ano em impostos da Lombardia, região que produz um quarto do PIB da Itália, e Veneto.

Se vencerem o referendo, os dois governadores sairiam fortalecidos politicamente, em um momento delicado para a Europa com o crescimento de movimentos anti-migratórios.

O norte da Itália, reduto da Liga do Norte, é considerado como a região rica e industrializada que mantém os mais pobres do sul da península, por isso exige uma mudança do sistema administrativo.

"Ao invés de gastarem quase 50 milhões de euros para organizar um referendo consultivo, poderiam pedir ao governo um debate sobre a questão", comentou o ministro da Agricultura, Maurizio Martina.

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