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Coreia do Norte anuncia teste com míssil de alcance intercontinental

O lançamento "histórico" do míssil Hwasong-14 foi supervisionado pelo líder do país, Kim Jong-Un, de acordo com um boletim de notícias especial da televisão estatal norte-coreana


Pyongyang justifica os programas com a ameaça representada pelos Estados Unidos, país que mantém 28.000 soldados em bases na Coreia do Sul. A escalada de tensão, no Dia da Independência dos Estados Unidos, acontece uma semana depois de um encontro de Trump com o novo presidente sul-coreano Moon Jae-In para examinar a "ameaça" do regime comunista.

David Wright, analista da ONG Union of Concerned Scientists, afirmou que a Coreia do Norte conseguiu aumentar o alcance de seus mísseis e este último foguete, por suas características, poderia ter atingido "qualquer ponto do Alasca". O Comando dos Estados Unidos no Pacífico informou que o míssil lançado a partir da terra, de médio alcance, não representou uma ameaça para o país.

Após o encontro com o presidente sul-coreano na semana passada em Washington, Trump afirmou que a "ameaça" norte-coreana exigia uma "resposta firme". Pyongyang lançou vários mísseis desde a chegada ao poder de Moon, favorável a mais sanções para impedir que o país vizinho desenvolva seu arsenal nuclear, mas que também não fechou a porta ao diálogo.

Trump espera ação da China
Desde que chegou à Casa Branca, Trump tenta convencer a China a exercer uma influência maior para conter o governo da Coreia do Norte, mas até o momento este plano não apresentou resultados. "Talvez a China faça um movimento duro com a Coreia do Norte e acabe com este absurdo de uma vez por todas", escreveu em outro tuíte.

O porta-voz da diplomacia de Pequim, Geng Shuang, destacou algumas horas depois os "esforços incessantes" da China para resolver a crise. Nos últimos meses, Washington adotou medidas para demonstrar sua força militar, em reposta ao que foi considerado como uma tentativa agressiva de mostrar força por parte da Coreia do Norte.

O governo americano realizou no mês passado um teste de seu escudo antimísseis intercontinental. Pela primeira vez, um foguete interceptor baseado em terra foi lançado da Califórnia, atingiu e destruiu um míssil balístico intercontinental disparado do meio do Pacífico. Em maio, a China testou um novo míssil no Mar de Bohai, perto da península coreana.

Pyongyang tenta desenvolver um míssil balístico intercontinental com capacidade para transportar ogivas nucleares. Pacotes sucessivos de sanções impostos pela ONU desde um primeiro teste nuclear norte-coreano em 2006 não conseguiram dissuadir o país.