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Correio Braziliense

Governo restringe cobertura jornalística de plebiscito na Venezuela

O Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP) afirmou que a decisão era inconstitucional


postado em 13/07/2017 19:19

As autoridades venezuelanas proibiram que emissoras de rádio e televisão divulguem o plebiscito simbólico que a oposição vai realizar neste domingo, sob pena de sanções, denunciou o sindicato da imprensa, que considerou a medida um ato de "censura". 
 
 
O Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP) rechaçou a "arbitrária e inconstitucional decisão (...) de proibir os meios de comunicação de publicar informações que façam referência à 'consulta popular'", destacou o órgão em comunicado.

A Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) citou na quarta-feira os representantes de emissoras de rádio e televisão para aconselhá-los a ter "cuidado com o tratamento desta cobertura", disse à AFP Mayela León, diretora do canal Globovisión.

A Conatel considera que o plebiscito contra o presidente Nicolás Maduro é uma "atividade à margem da Constituição, pela qual o veículo poderia ser sancionado se promover alguma atividade fora deste marco", destacou León nesta quinta.


Contudo, admitiu que será "muito complicado, pois cabe ao órgão regulador determinar se os meios cumpriram. Vamos ser criativos", garantiu. 

O SNTP afirmou que se trata de um ato de "censura prévia" para favorecer o oficialismo. 

Com o plebiscito simbólico, a oposição pretende expressar um maciço rechaço à Assembleia Constituinte convocada por Maduro. Ele também questiona se os venezuelanos estão de acordo com uma mudança de governo e a exigência de que as Forças Armadas - aliadas de Maduro - respeitem a Constituição. 

A Conatel pediu aos meios para "colaborar com a divulgação da Constituinte", cujos integrantes serão eleitos em 30 de julho, comentou León. 

Diante da medida do órgão regulador, o SNTP demandou aos veículos "compromisso máximo" com seu trabalho.

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