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Correio Braziliense

Pais de bebê britânico desistem de buscar terapia alternativa nos EUA

Charlie Gard é vítima de uma doença genética rara que afeta as mitocôndrias, células responsáveis pela produção de energia e pela respiração celular


postado em 24/07/2017 14:48 / atualizado em 24/07/2017 15:47

Connie e Charlie (foto: Reprodução/ FeatureWorld )
Connie e Charlie (foto: Reprodução/ FeatureWorld )

 
Os pais do bebê britânico Charlie Gard, que sofre uma doença genética rara em estágio terminal, abandonaram nesta segunda-feira (24/7) sua batalha legal para levar o filho aos Estados Unidos para um tratamento experimental.
 
 
O advogado que representa o casal Connie Yates e Chris Gard explicou ao juiz Nicholas Francis que "o tempo acabou" e que seus clientes tomaram essa decisão após as últimas tomografias cerebrais do bebê de 11 meses.
 
O caso de Charlie, vítima de uma doença genética rara que afeta as mitocôndrias, células responsáveis pela produção de energia e pela respiração, provocou grande polêmica na Grã-Bretanha.


Em razão disso, os pais levaram o caso ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

O juiz Francis decidiria se os exames clínicos permitiriam aos pais tirar o bebê do hospital e levá-lo para os Estados Unidos. Lá, seria submetido a um tratamento experimental.
 
Diante das últimas evidências médicas, porém, o advogado da família anunciou ao juiz que "continuar com esse tratamento já não beneficiaria a saúde de Charlie".
 
Pais de Charlie Gard, Connie Yates e Chris Gard(foto: TOLGA AKMEN)
Pais de Charlie Gard, Connie Yates e Chris Gard (foto: TOLGA AKMEN)
  
 
"Charlie já sofreu uma atrofia muscular severa" e "o dano a seus músculos é irreversível", explicou o advogado, na presença dos pais, muito emocionados.

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