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Restrições aos muçulmanos em Jerusalém fazem temer novos confrontos

Terceiro local mais sagrado do Islã, em Jerusalém Oriental, a Esplanada foi fechada em 14 de julho após a morte de dois policiais israelenses em um ataque


;O fracasso de Bibi;
Cinco palestinos morreram desde o início da crise nos confrontos com as forças de segurança israelenses. Na quinta-feira, o ministro palestino da Saúde informou a morte de uma sexta vítima, ferida na segunda-feira (24/7).

Além disso, três colonos israelenses morreram esfaqueados por um palestino em 21 de julho, na Cisjordânia. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu na quinta-feira sentença de morte para o autor do ataque. Após pressão da comunidade internacional, que temia uma escalada, Israel retirou os detectores de metais na terça-feira e, na quinta, os últimos elementos do novo dispositivo de segurança.

A retirada dessas medidas foi percebida pela imprensa israelense como um fracasso para Netanyahu, que se viu forçado a voltar atrás por medo de que a espiral de violência se tornasse incontrolável. "O grande fracasso de Bibi", era a manchete do jornal "The Jerusalem Post", geralmente favorável ao primeiro-ministro, usando seu apelido.

Israel justificou as medidas de segurança, afirmando que os agressores dos dois policiais haviam escondido suas armas na Esplanada. Já os palestinos encararam a decisão de Israel como uma tentativa de reforçar seu controle sobre o local. Israel controla as entradas do recinto, mas sua gestão está nas mãos da Jordânia.

As autoridades israelenses asseguram que não têm a intenção de mudar esse status quo. Ainda assim, a Liga Árabe realizou uma reunião de emergência, na quinta-feira, acusando Israel de querer impor sua soberania sobre a Esplanada das Mesquitas e Jerusalém Oriental.