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Coreia do Norte ignora ONU e promete novos lançamentos de mísseis

Os 15 países do Conselho de Segurança da ONU pediram a aplicação "estrita e plena" das resoluções das Nações Unidas, incluindo as que impõem sanções econômicas à Coreia do Norte


Em outra imagem, ele aparece observando o míssil lançado de Sunan, próximo a Pyongyang. O projétil percorreu 2.700 quilômetros, a uma altitude máxima de 550 km, antes de cair no Pacífico. Em uma nota publicada hoje, a agência oficial de notícias norte-coreana, a KCNA, cita Kim, anunciando "mais exercícios de disparos de mísseis balísticos no futuro, com seu alvo no Pacífico".

O lançamento de terça foi "um prelúdio importante para conter Guam, base avançada da invasão", declarou, referindo-se a um "avanço das contramedidas" frente às manobras militares que os Exércitos americano e sul-coreano estão realizando na Coreia do Sul. Pyongyang considera que esses exercícios militares são um ensaio geral de uma invasão a seu território.

É a primeira vez que Pyongyang declara ter enviado um míssil sobre o território japonês. Em 1998 e em 2009, a Coreia do Norte havia lançado foguetes que sobrevoaram o Japão, mas, em ambas as ocasiões, Pyongyang havia argumentado que se tratava de veículos espaciais.

;Ações ameaçadoras;
Milhões de habitantes do norte do Japão, que não cederam ao pânico, acordaram ontem com uma mensagem de alerta do governo, enquanto pelos alto-falantes se ouvia: "Lançamento de míssil. Abriguem-se". "As ações ameaçadoras e desestabilizadoras apenas aumentam o isolamento do regime da Coreia do Norte na região e entre todas as nações do mundo", declarou Trump em um comunicado.

"Todas as opções estão sobre a mesa", acrescentou. Pouco depois, sua embaixadora na ONU, Nikki Haley, reivindicou "uma decisão forte".

Os 15 países do Conselho de Segurança da ONU pediram a aplicação "estrita e plena" das resoluções das Nações Unidas, incluindo as que impõem sanções econômicas à Coreia do Norte. Segundo fontes diplomáticas, a ONU contemplaria a possibilidade de sancionar Pyongyang, deportando os trabalhadores norte-coreanos empregados no exterior, ou com medidas que afetem o setor do petróleo.

Segundo uma fonte diplomática de Washington, o principal desafio da ONU era mostrar que a unidade internacional se mantém ; com Moscou e Pequim ; e chegar a um acordo sobre uma resposta rápida após o disparo do míssil. O ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, indicou hoje que seu país está conversando com seus sócios do Conselho de Segurança sobre qual "reação" deve ser adotada. Yi ressaltou a importância de um consenso.