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Cidadãos da Venezuela e Coreia do Norte não podem mais viajar aos EUA

A nova norma impõe processos especiais de controle para "detectar tentativas de entrada nos Estados Unidos por terroristas ou outras ameaças à segurança pública"


Trump também divulgou o texto no Twitter com uma mensagem inequívoca: "Não vamos admitir em nosso país aqueles que não podemos verificar com segurança". O Sudão, um dos seis países de maioria muçulmana incluídos originalmente na lista de proibição de viagens, foi retirado da relação, deixando somente oito nações impedidas totalmente ou parcialmente de viajar para os Estados Unidos.

O decreto determina a suspensão total de entrada de cidadãos do Chade, Coreia do Norte, Líbia, Síria, Somália e Iêmen. No caso do Irã, a suspensão envolve os cidadãos, com exceção dos que já possuem um visto de estudante ou integram um programa de intercâmbio.

"O governo da Coreia do Norte não coopera com o governo dos Estados Unidos em nenhum aspecto e não cumpre os requisitos de informação compartilhada", afirma o decreto. Em um comunicado especial, o secretário de Estado, Rex Tillerson, afirmou que com a iniciativa Trump "está exercendo sua responsabilidade de proteger os americanos".

Tillerson antecipou que o Departamento de Estado "coordenará com outras agências federais a forma de implementar estas medidas de forma ordenada". A secretária interina de Segurança Interna, Elaine Duke, ressaltou que o pacote de medidas permitirá ao governo "impedir que terroristas e criminosos entrem em nosso país".