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Correio Braziliense

Primeiro-ministro da Holanda confirma formação de governo após negociação

Está previsto que o acordo seja apresentado ao público amanhã (10), mas alguns deputados dos partidos podem pedir a seus líderes algumas pequenas mudanças


postado em 09/10/2017 09:09

Primeiro-ministro Mark Rutte anuncia a formação de governo na Holanda, a partir de uma aliança de quatro partidos(foto: Jerry Lampen/EFE/Direitos reservados)
Primeiro-ministro Mark Rutte anuncia a formação de governo na Holanda, a partir de uma aliança de quatro partidos (foto: Jerry Lampen/EFE/Direitos reservados)
O primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, confirmou nesta segunda-feira (9/10) que os quatro partidos que negociavam um pacto de governo chegaram a um acordo que contará com o apoio de 76 deputados em um Parlamento de 150 cadeiras, após a negociação mais longa desde a Segunda Guerra Mundial. A informação é da agência EFE.

"Estamos muito contentes, fechamos um acordo de governo", declarou Rutte à imprensa após sair da reunião com os negociadores dos quatro partidos. O pacto foi assinado por dois partidos liberais (VVD e D66) e dois religiosos (CDA e União Cristã), que informarão aos seus grupos parlamentares sobre o conteúdo do acordo.

Está previsto que o acordo seja apresentado ao público amanhã (10), mas alguns deputados dos partidos podem pedir a seus líderes algumas pequenas mudanças.

O líder do democrata-cristão CDA, Sybrand Buma, se mostrou convencido de que se trata de um bom acordo, que deixa seu partido "em uma posição muito positiva". A negociação foi especialmente complicada devido às grandes diferenças entre o liberal progressista D66 e a União Cristã, que divergiam em temas relacionados com a possível extensão da lei de eutanásia e da ética médica.

O líder de União Cristã, Gert-Khan Segers, afirmou que o trabalho de seus negociadores no texto estipulado é "reconhecível", apesar de se tratar do menor parceiro do acordo. Nesta semana será realizado um debate no Parlamento e, se não houver surpresas, Rutte será indicado como o cabeça do governo.

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