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Sobe para 45 número de mortos por incêndios em Portugal e Espanha

Seis de sete pessoas dadas como desaparecidas na véspera foram encontradas em bom estado de saúde, anunciou uma porta-voz da Defesa Civil, que registrou também 71 feridos, 16 deles em estado grave

Alguns habitantes regavam seus terrenos para evitar o reaparecimento do fogo. Outros cuidavam de seus cultivos, tentando, por exemplo, salvar os frutos de oliveiras parcialmente queimadas pelas chamas.

Bombeiros cansados


Nas florestas de Arganil, perto de Coimbra, os bombeiros continuavam lançando água em uma colina coberta de cinzas negras, de onde desprendiam colunas de fumaça branca.

"Caiu muita chuva durante a noite, mas não o suficiente para extinguir o fogo completamente", disse um comandante de uma corporação de bombeiros à televisão pública RTP.

Os maiores problemas que os bombeiros enfrentam, acrescentou, são o "cansaço físico" e a amplitude da zona que tentavam controlar.

Ainda assim, a chuva praticamente pôs fim a esta onda de incêndios mortais, a segunda em quatro meses.

Em meados de junho, Portugal sofreu o incêndio florestal mais trágico da sua história, com um balanço de 64 mortos e 250 feridos, perto de Pedrógão Grande (centro).

O drama voltou a surpreender, no domingo, outras regiões arborizadas no centro e norte do país.

Três dias de luto nacional foram decretados em Portugal a partir desta terça. Em Bruxelas, todas as bandeiras da Comissão Europeia foram içadas a meio-mastro em homenagem aos mortos nos incêndios na península Ibérica.

Na segunda-feira à noite, o primeiro-ministro português, António Costa, renovou sua promessa de "passar das palavras aos fatos", realizando "reformas profundas" em termos de equipamentos e infraestrutura para lutar contra os incêndios.

Desde o início de 2017, mais de 350.000 hectares de vegetação foram devastados pelas chamas em Portugal, número quatro vezes maior do que a média dos últimos dez anos, de acordo com o sistema europeu de informação de incêndios florestais.