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Correio Braziliense

Espanha e oposição concordam com nova eleição em janeiro na Catalunha

O governo central espanhol planeja assumir o controle de parte dos poderes da Catalunha ao lançar mão do Artigo 155 da Constituição, com o objetivo de barrar a tentativa de proclamar a independência dos líderes regionais


postado em 20/10/2017 08:33

A realização de eleições já vinha sendo apontada como uma das possibilidades para solucionar o problema(foto: PIERRE-PHILIPPE MARCOU)
A realização de eleições já vinha sendo apontada como uma das possibilidades para solucionar o problema (foto: PIERRE-PHILIPPE MARCOU)
Integrante do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), o principal da oposição no país, Carmen Calvo afirmou nesta sexta-feira (20/10) que a sigla e o governo da Espanha chegaram a um acordo para realizar uma eleição regional na Catalunha em janeiro. A votação será uma tentativa de resolver uma das mais profundas crises políticas do país em décadas.

O governo central espanhol planeja assumir o controle de parte dos poderes da Catalunha ao lançar mão do Artigo 155 da Constituição, com o objetivo de barrar a tentativa de proclamar a independência dos líderes regionais. A realização de eleições já vinha sendo apontada como uma das possibilidades para solucionar o problema.


Carmen Calvo, que foi ministra da Cultura no governo de José Luis Rodríguez Zapatero, anunciou a novidade sobre a eleição um dia antes de uma provável intervenção do governo do premiê Mariano Rajoy, do conservador Partido Popular, para discutir a crise na Catalunha.

A expectativa é que na reunião especial do gabinete neste sábado em Madri seja acionado o artigo 155 da Constituição, que abre caminho para uma intervenção do governo central na Catalunha. A decisão é tomada após o presidente catalão, Carles Puigdemont, decretar a independência regional, mas suspender seus efeitos com o objetivo de negociar. O governo Rajoy nega qualquer tipo de negociação sobre o assunto e argumenta que o plebiscito pela independência catalã realizada no início do mês não tinha qualquer respaldo da Justiça e portanto foi ilegal.  

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