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Correio Braziliense

Ciberataque afeta ao menos 200 entidades na Rússia e Ucrânia

As vítimas instalaram manualmente o vírus que foi apresentado como um programa para instalar o software Adobe Flash


postado em 25/10/2017 10:19

Na Ucrânia, o vírus perturbou o funcionamento dos sistemas informáticos do aeroporto internacional de Odessa (foto: Thibault MARCHAND / AFP / Kirill KUDRYAVTSEV)
Na Ucrânia, o vírus perturbou o funcionamento dos sistemas informáticos do aeroporto internacional de Odessa (foto: Thibault MARCHAND / AFP / Kirill KUDRYAVTSEV)
Moscou, Rússia - Um ciberataque perturbou os sistemas informáticos de um aeroporto internacional na Ucrânia, meios de comunicação russos e outras 200 entidades, indicou nesta quarta-feira (25/10) uma empresa de segurança informática. Segundo a empresa russa de segurança informática Kaspersky Lab, cerca de 200 entidades se viram afetadas pelo vírus "BadRabbit", principalmente na Rússia, mas também a Ucrânia e, em menor medida, Turquia e Alemanha.

Kaspersky Lab, que disse que o ataque começou na terça-feira pela manhã, acrescentou que as vítimas instalaram manualmente o vírus que foi apresentado como um programa para instalar o software Adobe Flash. Na Ucrânia, o vírus perturbou o funcionamento dos sistemas  informáticos do aeroporto internacional de Odessa (sul).

O metrô de Kiev, alcançado pelo ciberataque NotPetya em junho, indicou que não está aceitando de maneira temporária o pagamento com cartões, mas não mencionou um ataque. Vários meios de comunicação se viram afetados, entre eles o Fontanka, a principal página de informação de São Petersburgo (noroeste), e a agência de notícias Interfax, cujo site não era acessado nesta quarta.

"Conseguimos restabelecer parcialmente nossas capacidades. Infelizmente, todos os nossos sistemas não funcionam", indicou a  Interfax. No final de junho, um ciberataque provocado pelo vírus NotPetya e que começou na Rússia e na Ucrânia, afetou milhares de computadores no mundo.

Pouco antes, em 12 de junho, o vírus "Wannacry" afetou milhares de computadores no mundo, paralisando os serviços de saúde britânicos ou fábricas da montadora francesa Renault. Seus autores reclamavam um resgate para desbloquear os aparelhos.

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