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Correio Braziliense

União Europeia adota sanções contra Venezuela para 'favorecer' diálogo

As sanções foram aprovadas poucos minutos depois do início da reunião de chanceleres em Bruxelas, indicou uma fonte europeia


postado em 13/11/2017 08:56

Bruxelas, Bélgica - Os chanceleres da União Europeia (UE) adotaram nesta segunda-feira (13/11) uma série de medidas, incluindo um embargo de armas e um marco jurídico sobre futuras sanções contra "responsáveis por graves violações dos direitos humanos", com o objetivo de "favorecer" o diálogo na Venezuela.

As sanções foram aprovadas poucos minutos depois do início da reunião de chanceleres em Bruxelas, indicou uma fonte europeia. "O Conselho [da UE] decidiu, por unanimidade adotar medidas restritivas, ressaltando sua preocupação com a situação no país", indicou esta instituição europeia em um comunicado, minutos depois do início da reunião de chanceleres em Bruxelas.

As medidas contemplam um "embargo de armas e de material relacionado que poderia ser usado para a repressão interna, assim como um marco legal para a proibição de viajar e o congelamento de ativos" para responsáveis por violações dos direitos humanos no país, acrescentou esta fonte.

Desde o início dos protestos da oposição, em abril, que deixaram pelo menos 125 mortos em quatro meses, vários dirigentes europeus, entre eles o presidente da Eurocâmara, Antonio Tajani, pediram à UE que adote sanções contra o governo Maduro.

A instalação da Assembleia Constituinte por parte do governo teria sido a gota d'água para a UE abrir caminho para o estudo de sanções. "Tudo o que fazemos está orientado para incentivar a celebração do diálogo entre governo e oposição", alegou o espanhol Alfonso Dastis.

Em declarações à AFP, a embaixadora venezuelana na UE, Claudia Salerno, questionou no fim de semana o alcance dessas sanções "etéreas", já que a Venezuela "não tem dependência" das armas, ou o material eletrônico suscetível de ser usado para reprimir internamente.

Em relação às sanções contra responsáveis por violações dos direitos humanos, a UE adotou nesta segunda-feira o marco legal, mas não incluiu nenhum nome até o momento nessa "lista negra". Uma fonte diplomática indicou que se trata de uma "advertência" a Caracas.

A UE se soma, assim, a Canadá e Estados Unidos na adoção de sanções, embora Washington tenha ido além. O governo americano proibiu seus cidadãos e empresas de negociarem títulos da dívida emitidos por Caracas e por sua estatal petroleira PDVSA, no momento em que o país se encontra à beira do default.

Na quarta-feira, devem ser retomadas as negociações entre delegados do governo e representantes da oposição na República Dominicana. O evento foi confirmado por Maduro, mas seus adversários mantém-no "em suspenso"

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