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Oposição venezuelana diz que irá a diálogo com o governo Maduro

A comitiva opositora será liderada pelo presidente do Parlamento, Julio Borges, e representada também por lideranças econômicas e da sociedade civil

postado em 27/11/2017 17:09

Líder opositor venezuelano Julio Borges.
A aliança Mesa da Unidade Democrática (MUD), principal coalizão de oposição da Venezuela, anunciou que irá a uma rodada de negociações com o governo Maduro em Santo Domingo, na República Dominicana. A comitiva opositora será liderada pelo presidente do Parlamento, Julio Borges, e representada também por lideranças econômicas e da sociedade civil. A informação é da agência EFE.

[SAIBAMAIS]O anúncio sobre a composição da delegação foi feito nesta segunda-feira (27/11) durante em entrevista coletiva em Caracas. Julio Borges afirmou que a abertura de um canal humanitário que permita o envio de remédios e de alimentos à população e uma mudança no Conselho Eleitoral serão temas centrais das negociações com os chavistas.

A libertação dos detidos, que a oposição e órgãos internacionais consideram como "presos políticos", e a restituição dos poderes constitucionais que foram tirados do Parlamento controlado pela oposição são outras das demandas apresentadas pela oposição.

"A delegação democrata venezuelana se ampliou para incluir na mesma técnicos representativos dos setores trabalhistas, operários, produtivos, acadêmicos e de organizações de direitos humanos", disse o empresário Jorge Roig, ex-presidente da Federação de Câmaras e Associações de Comércio e Produção da Venezuela, principal organização empresarial do país.
Roig, que será um dos que acompanhará a MUD no diálogo com o governo da Venezuela em Santo Domingo, falou que "a luta para alcançar os objetivos do diálogo não pode ser unicamente política".

A iniciativa da conversa entre chavistas e a oposição foi uma ideia do presidente da República Dominicana, Danilo Medina, e do ex-primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero.
A rodada de negociações terá a supervisão dos chanceleres de México, Chile, Paraguai, Bolívia, Nicarágua e República Dominicana. Além deles, também participarão economistas, intelectuais, sindicalistas e outros membros da sociedade civil.

A oposição tentará na negociação conseguir garantias eleitorais para as eleições presidenciais venezuelanas previstas para ocorrer em 2018.

A MUD denunciou graves irregularidades e fraudes em pelo menos um estado nas eleições regionais de 15 de outubro último, vencida pelos chavistas. Os mesmos partidos que vão ao diálogo não participarão do pleito municipal do dia 10 de dezembro por afirmarem que o Conselho Eleitoral não está realizando um processo justo.

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