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Correio Braziliense

Reserva no Atacama fecha após brasileiro fazer kitesurf em área proibida

O local é o habitat natural de flamingos e pássaros, que tiveram que abandonar a lagoa devido as atividades incomuns que o brasileiro estava exercendo


postado em 22/01/2018 08:08 / atualizado em 22/01/2018 13:13

O vídeo feito por um guia de turismo mostra Reno praticando o esporte em uma das lagoas(foto: Reprodução/YouTube)
O vídeo feito por um guia de turismo mostra Reno praticando o esporte em uma das lagoas (foto: Reprodução/YouTube)
 
Um brasileiro foi responsável pelo fechamento de uma parte do deserto do Atacama após fazer prática de kitesurf para um canal de TV. O atleta Reno Romeu, que estava no local para gravações de seu programa exibido no Canal Off, fez a prática proibida do esporte na reserva natural de Piedras Rojas, no Chile. O vídeo feito por um guia de turismo mostra Reno praticando o esporte em uma das lagoas. De acordo com o jornal chileno Spy Chile, o local é o habitat natural de flamingos e pássaros, que tiveram que abandonar a lagoa devido as atividades incomuns que o brasileiro estava exercendo.
 

“Para nossa total decepção, os responsáveis foram brasileiros, e o mais inacreditável, filmando para um canal de esportes radicais de grande influência. Todos os locais que visitamos por aqui são ancestrais, frágeis, protegidos, sendo alguns intocados. Essa lagoa em específico é local de descanso de aves como os flamingos (ameaçadas de extinção) e outras espécies frágeis, que se assustam com barulhos, com drones, como a invasão que ocorreu. Os povos indígenas, que têm suas raízes aqui, se sentiram lesados, invadidos e desrespeitados. Eles são donos dessas terras, seus antepassados estavam aqui e cuidaram disso por séculos”, escreveu o Atacama Trips, uma operadora de viagens especializadas no destino, em seu Instagram.

O atleta se retratou nas redes sociais, alegando que não houve nenhum tipo de dano ao meio ambiente e os animais que lá se encontravam. “A prática em Piedras Rojas não foi realizada por turistas irresponsáveis, e sim por kitesurfistas profissionais, que por meio de imagens e informação consciente divulgam o esporte e os mais diferentes locais, sua gente e tradições, como já ocorreu nos lagos da Mongólia, nas ilhas caribenhas, no Egito, Marrocos, África do Sul e no Pólo Norte, entre tantos outros”, escreveu Reno em suas redes sociais.
 
Via Curiosamente 

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