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Correio Braziliense

Justiça britânica decide se retirará ordem de prisão contra Assange

Assange buscou refúgio na embaixada fugindo de um mandado de prisão europeu porque a Suécia o reivindicava como suspeito de crimes sexuais


postado em 05/02/2018 12:07

(foto: AFP / Justin TALLIS )
(foto: AFP / Justin TALLIS )

 

A justiça britânica decidirá nesta terça-feira (6/2) se retirará o mandado de prisão contra Julian Assange, o que poderia abrir caminho para ele sair da embaixada do Equador depois de mais de cinco anos de reclusão.

Assange buscou refúgio na embaixada fugindo de um mandado de prisão europeu porque a Suécia o reivindicava como suspeito de crimes sexuais.

 

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A justiça sueca arquivou a investigação, mas a polícia britânica ainda quer prendê-lo por violar os termos de sua liberdade condicional.

Em uma audiência na semana passada, o advogado do fundador da Wikileaks, Mark Summers, disse que o mandado de prisão "perdeu o propósito e a função".

Summers estimou que Assange vivia em condições "semelhantes ao encarceramento" e que sua "saúde psicológica se deteriorou".

No entanto, o promotor Aaron Watkins considerou "absurda" a demanda de Assange, que teme sair da embaixada e acabar em uma prisão dos Estados Unidos por ter vazado milhares de segredos oficiais deste país.

No ano passado, o procurador-geral Jeff Sessions afirmou que a prisão do fundador do Wikileaks era "uma prioridade".

A demanda da Assange acontece pouco depois do Equador lhe conceder cidadania e status diplomático. O Reino Unido indicou, no entanto, que tal procedimento não alterava a situação jurídica de Assange.

"O Equador sabe que a única maneira de resolver esta questão é que Assange deixe a embaixada para enfrentar a justiça", afirmou um porta-voz do ministério das Relações Exteriores britânico.

A situação de Assange tornou-se "uma pedra no sapato" do Equador, de acordo com seu presidente Lenin Moreno, que herdou o problema de seu antecessor e agora inimigo Rafael Correa.

Em várias ocasiões, o governo de Quito criticou o fato de seu hóspede interferir em assuntos de países terceiros, como nas últimas eleições dos Estados Unidos - nas quais o Wikileaks divulgou mensagens comprometedoras da campanha da candidata Hillary Clinton - ou na recente crise política na Catalunha, onde se posicionou em favor dos independentistas.

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